Queria dizer palavras simples, ter gestos sutis e no entanto possuo a rispidez apenas daquele que sabe da existência de algo além do que é dito. Ofereço as mesmas flores de outrora. Já é muito tarde.
Diariamente trago tua voz dentro de meu girassol. Talvez nos encontremos, talvez não. Procuro teu cheiro que não conheço por todos os lados. Penso: deve ser alfazema, alecrim, sempre desconhecida. Há em ti a possibilidade ilusória de remendar meu coração já tão cansado e por isso tento te achar por esses espaços gigantescos, por essas conexões intermináveis, quem sabe, no mesmo lugar onde nascem as canções. Caio, resvalo, emudeço.
Temos raízes velhas, sepultadas nos pilares de nossos dias.
Temos fome, temos prisões.
Temos receio e dor por trás da vida.
Temos entrega e viemos aqui nos entregar.
Cada carícia findará tristemente e nossas caras irão descansar sobre um espelho cansado.
Ainda tenho um resto de carne para ser esculpida caso meu pequeno manual de gestos se esgote. Meu coração recusa qualquer consciência.
Tu bem sabes.
Tiago Fabris Redenlli - Os Girassóis de Ontem
28 de fevereiro de 2013
29 de outubro de 2012
"Amor É Pra Quem Ama"
Carinhosamente a um amigo... , Dimensoes , FicaDica , Letras de Outrem 0
by:Prayag Verma
Sempre há aquele momento em que o tudo passa pelos seus olhos e te pergunta se ele anda valendo a pena.
Hoje eu lhe respondi que sim.
Se ad-miro minha vida, meus dias e meus afetos, vejo que carrego em minhas mãos apenas coisas boas e diante disso percebi que tenho tudo o que preciso para ser feliz e assim me deixo nas mãos do destino.
Não tenho um milhão de amigos, mas os que tenho são inexoravelmente necessários para que eu possa co-existir.
A família segue com saúde, em paz e com Deus olhando por cada uma das matriarcas.
Aos trancos e barrancos a tese caminha em passos de formiga, mas com vontade.
E o coração anda a sorrir, se adaptando à estabilidade da casa e do corpo.
Coisa boa segurar na mão alheia, poder dizer "te amo" e ouvir de volta a mesma frase com a mesma carga de carinho.
Amo a todos esses que estão ao meu redor, por tudo o que eles são para mim e por tudo o que eu sou ao lado deles.
Se eu quero viver o hoje por toda a eternidade?
Sim... quero.
"qualquer amor já é um pouquinho de saúde
um descanso na loucura"
Guimarães Rosa
11 de setembro de 2012
Soneto XI
Dimensoes , Letras de Outrem , Neruda 0
by:Prayag Verma
Tenho fome de tua boca, de tua voz, de teu pelo,
e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desequilibra,
busco o som líquido de teus pés no dia.
Estou faminto de teu riso resvalado,
de tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas,
quero comer tua pele como uma intacta amêndoa.
Quero comer o raio queimado de tua beleza,
o nariz soberano do arrogante rosto,
quero comer a sombra fugaz de tuas pestanas
e faminto venho e vou olfateando o crepúsculo
buscando-te, buscando teu coração ardente
como um puma na solidão de Quitratúe.
Pablo Neruda
# E faminto fico esperando-te com a lembrança de teus beijos em minha boca.
30 de julho de 2012
Dia
Dimensoes , Letras de Outrem , Livros , Meu Bem 0
by:Prayag Verma
Dia
O dia que mais tenho
saudade,
segunda
O que mais penso
em você,
sexta
As horas que mais
te desejo,
quando te vejo
Da minha poesia,
inspiração,
beijo
Não sei mais
ir embora,
dia nenhum.
Rafaella Rafael
(O amor é um sujeito embriagado)
Amor
Dimensoes , FicaDica , Letras de Outrem 0
by:Prayag Verma
O que existe além do que já foi dito sobre amor?
Toda a minha vida pautada em amores que tive e que gostaria de ter.
Falando sobre os que tive também não tenho muito a dizer;
Amei e fui muito bem amada,
Mas foi um amor, um único amor que veio e cruzou minha vida,
tocou minha alma e ficou marcado em minha pele.
Todos nós carregamos conosco uma história,
aquela que só nos atrevemos a lembrar quando,
durante a noite no escuro,
encostamos nossas cabeças no travesseiro
e o silêncio cala fundo.
AMOR
Não importa os anos,
Certas coisas simplesmente permanecem.
AMOR
Mas então, numa quinta-feira a tarde de um ano qualquer
tropeçamos nesse amor já supostamente esquecido
e percebemos que amor igual não há
e que aquela pessoa continua e continuará a ser
a nossa referência afetiva mais sincera e profunda.
Não é doença nem obsessão,
aliás não é nada, só amor.
Amor dos bons,
daqueles que são únicos e maravilhosos,
que acontecem poucas vezes na vida das pessoas.
Daqueles amores que ficam e teremos que
conviver com ele como algo concreto e parte de nossas vidas
AMOR
Que alma consegue atravessar a vida
sem ter conhecido um amor e
quem sabe ter a sorte de ser correspondido?
Que vida vale a pena sem amor?
Nenhum sentimento é mais lindo,
profundo e transformador que o amor.
AMOR
Só o amor transcende e purifica
Enlouquece e cura,
Invade e permanece,
Liberta e aprisiona,
Quando acontece é um som grave que penetra e invade e permanece.
Não compliquem nem elaborem o sentimento
mais incrível e poderoso de todos.
Permitam que ele chegue e se instale,
pois o resto são bobagens meninos,
Bobagens.
25 de julho de 2012
Dimensoes , FicaDica , Letras de Outrem 0
by:Prayag Verma
O tato é, talvez, o sentido sobre o qual menos se tenha falado. Há uma filosofia dos olhos, uma filosofia do ouvido, uma filosofia da boca. Mas desconheço uma meditação filosófica sobre o tocar. E, no entanto, a pele é lugar de tantas alegrias ...
[Rubem Alves]
19 de junho de 2012
Letras de Outrem 1
by:Prayag Verma
"Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz de novo."
23 de maio de 2012
Entrelace
Dimensoes , Letras de Outrem , Meu Bem 1
by:Prayag Verma
Somos feitos de instantes e nossos instantes são marcados pelo detalhe de nossas lembranças.
Estamos carregados de uma beleza só nossa e é essa beleza que quero manter entre nosso abraço.
Doeu ouvir vozes rudes em meus ouvidos.
Doeu falar farpas e arpões para te machucar.
Mas houve silêncio...
- Está chovendo no meu bosque.
Nada foi mais lindo do que te ouvir falar isso para mim.
Não quero chuvas entre nós.
Acho que as tempestades que causo só me fazem perceber que os teus olhos não me querem longe.
Porque se tento me afastar tuas mãos me seguem e me pedem, delicadamente, para que eu repouse em teu colo minhas angústias infantis.
Somos feitos de instantes...
E nossos instantes são feitos pelo nosso cheiro misturado no travesseiro, pela casa em constante (des)arrumação, pela pipoca com coca-cola, por mordidas e massagens de desculpas...
Nossos instantes são feitos pelos detalhes que carregamos um do outro
Sou teu instante quando você é o Meu Bem...
Você é o meu instante quando eu sou o Seu Bosque...
E assim nós somos nós.
Entrelaçados.
"Somos uns incorrigíveis!" *
FicaDica , Letras de Outrem , Livros 0
by:Prayag Verma
"Num piscar de olhos, ficamos todos 'ignorantes', ou melhor, através de mecanismos sutis de bestialização social, fomos todos transformados em escolares, incapazes de decidir qualquer coisa sem a ajuda de um especialista. A conclusão é inevitável: A sociedade dos especialistas é contemporânea da sociedade dos infantilizados e incapazes, uma produzindo a outra, numa dialética perversa da incompetência programada, manipulando psiques desorientadas e afetos em frangalhos."
Flávio Brayner
(Educação e republicanismo - Experimentos arendtianos para uma educação melhor. p.84)
*Obs. O Título da postagem é uma frase do autor, retirada desse mesmo livro.
24 de abril de 2012
Para Maria Clara...
Carinhosamente a um amigo... , Letras de Outrem 0
by:Prayag Verma
Não sabes Clara,
o quanto dos dias nasceram pra te iluminar a pele.
Menina de Mãos de nuvens,
que envolta em Te amos enche a casa com a doçura de sua clareza.
Ei, docinho, você me sufoca com sua tão jovem arrogância,
mas me encanta com seus olhos de princesa de neve.
Teus príncipes te esperam, pois tua beleza reinará sobre eles.
Clara que nem a branca que princesa um dia foi.
Clara que nem a luz do sorriso de menina.
Clara que clareia nossos dias com alegria.
Apenas a nossa Clarinha...
" — O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio,
és clara da cor da neve!"
23 de abril de 2012
Não sei, queria saber se você não está a fim de amar um pouco...
Caio F , Letras de Outrem , No de sempre...Saudades 0
by:Prayag Verma
“Alô? Tem algo marcado pra hoje? Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa.. (E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia. Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios, o coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei, queria saber se você não está a fim de amar um pouco, se aceita ser amado e me amar.)”
Caio Fernando Abreu
19 de abril de 2012
É necessário aprender a arte de “abrir mão”
Falando besteira , Letras de Outrem 0
by:Prayag Verma
"Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial."
Rubem Alves
14 de março de 2012
Despedida
FicaDica , Letras de Outrem , No de sempre...Saudades 0
by:Prayag Verma
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Rubem Braga
Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
29 de fevereiro de 2012
Ainda Te Guardo Aqui...
Carinhosamente a um amigo... , Dimensoes , Letras de Outrem , No de sempre...Saudades 2
by:Prayag Verma
Coisa linda se deparar com o destino e encontrar caminhos aos quais seguir.
É lindo se perder pelos desvãos de nossas vontades
É lindo quando arrancam suspiros de nós
Enfeitei minha sala com um jarro de girassóis e fico a olhá-los continuamente, pois naquelas inúmeras pétalas sinto como se houvessem guardadas as respostas de cartas nunca enviadas.
Quantas vezes li e reli as palavras vindas de tão longe como se elas estivessem escritas em minha própria pele?
Sentia cada contorno de letras com a suavidade do toque de um pianista.
Passei dias iludindo-me com devaneios amorosos e, como se perdida no estúdio de Sabina, eu enxergava a possibilidade de sustentar meus passos dançando com o chapéu coco que guardava a leveza de meu ser.
O fato, meu caro, é que há um halo envolvendo a primavera que inventamos dias atrás.
Primavera que espalha cerejas pelas tardes vazias, cerejas carregadas pela vermelhidão das bocas que as saboreiam.
E por esse carinho surgido pela coincidência de nosso lirismo, talvez tenhamos sido, um para o outro, atalhos para novas esperanças.
25 de fevereiro de 2012
Nossas Desculpas Para Desculpas
Dimensoes , FicaDica , Letras de Outrem 1
by:Prayag Verma
(...)
(...)
22 de fevereiro de 2012
Mais Um Carnaval
Dimensoes , Falando besteira , Letras de Outrem , Musica , Pra variar: Aventuras... , Seu Chico 0
by:Prayag Verma
Carnaval passou e a Colombina por ele passeou.
Carnaval acabou e a Colombina por ele chorou.
O que seria de nossas almas sem a permissão de usar descaradamente todas as nossas máscaras mais empoeiradas?
Carnaval sempre chega para acalentar a tristeza e deixá-la guardada na gaveta da cômoda do quarto.
Carnaval de carne e frevo, cores e chuva que desmancha fantasia.
O que seria de nossa clandestina alegria sem a possibilidade de subir e descer as ladeiras de Olinda?
Você tem noção o quão lindo é ver o fogos se explodirem por entre os casarios antigos do Recife?
As ruas cheias, as luzes amareladas dos postes, as marchinhas sendo tocadas e as pessoas rindo, cantando, brincando, como se nada fosse mais do que aquele fugaz momento esperado um ano inteiro.
E de cada carnaval que passa, se guarda a lembrança de específicas companhias, de doces sorrisos e lindas danças.
Mas é Carnaval!
Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar,
Deixa o barco correr.
Deixa o dia raiar, que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!
12 de fevereiro de 2012
FicaDica , Letras de Outrem , No de sempre...Saudades 1
by:Prayag Verma
"Por mais que se esqueça um amor,
ele pode determinar a forma do amor que se seguirá".
(Proust in: Em busca do tempo perdido)
6 de fevereiro de 2012
23 de janeiro de 2012
A valsa dos adeuses
Carinhosamente a um amigo... , Letras de Outrem , No de sempre...Saudades 0
by:Prayag Verma
"O que dissera esse homem? Que partia para sempre.Uma longa e doce nostalgia apertava-lhe o peito. Não apenas a nostalgia desse homem, mas também a da ocasião perdida. E não apenas daquela ocasião perdida. E não apenas daquela ocasião, mas também da ocasião como tal. Tinha nostalgia de todas as ocasiões que havia deixado passar, escapar, das quais tinha fugido, mesmo daquelas que jamais tivera"
(Milan Kundera in: A valsa dos adeuses. Ed. Nova Fronteira)
11 de janeiro de 2012
Vênus
Dimensoes , FicaDica , Letras de Outrem , Musica 1
by:Prayag Verma
(...)
Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Paulinho Moska
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