18 de julho de 2013

Acabou

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18 de julho de 2009 

Sinto, que aos poucos, vou morrendo pelo seu desprezo. 
Cadê o amor que você tinha por mim? 
Onde foi parar o carinho desejoso de outro dia? 
Revejo meus álbuns e todas as nossas fotos exalam felicidades esquecidas. 
Hoje nossos sorrisos não são os mesmos; 
Hoje o seu beijo não é espontâneo; 
Hoje eu fico aqui, à espera de que tudo volte ao normal. 
Espero... espero... espero e cansa o fardo de um relacionamento desgastado. 
O seu amor desbotou e vai progressivamente apagando o meu. 
O meu amor que é tão forte e sincero, tão puro e fiel. 
O meu amor que é o maior amor de todos os amores. 
O meu amor obsessivo, perfeccionista e capitalista, que tanto tentei torná-lo anarquista, mas que tudo foi em vão. 
Agora choro em meu quarto para que não vejam meus olhos inchados e o vexame que é te amar. 
Agora guardo todas as nossas cartas em uma caixa cinza lacrado com uma fita vermelha. 
Agora reafirmo que amar é sofrer e que preciso urgentemente de esparadrapos em meu coração. 

Penso em amigas MIM e em tudo o que elas estão estou vivendo. 

Qual a graça de amar se todos os anos de alegria são devastados por insondáveis momentos de dor? 

Calma, vai passar.

Antiguidades Rodrigueanas

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Como ela consegue afastar de si o amor?
Dizer que não o quer mais quando é ele quem traz o seu sorriso?
Como aguentar a distância se o o contato é constante?

"eu não vou ser feliz com ele."

Como, se é ele quem você ama?
Se a ausência te machuca?
Se a indiferença te faz chorar não adianta um copo de cerveja, não adianta esconder o rosto, dá pra ver nos teus olhos, dá pra ver no teu sorriso choroso que os dias estão cinza, que as piadas não têm graça e que aquele grupo de amigas "solitárias" de repente tá se formando.
Porque as coisas não são como a gente quer?
Porque não dar aquela chave de perna e o trancar no quarto com aquele livro que lembra vocês?
Ou então porque não resolver amá-lo de forma anarquista e parar de buscar uma perfeição que você sabe ser inalcançável?
Porque é tão difícil um "amor recíproco feliz"?
Essa história de Amor + Dor só é bonito nos filmes, na gente só tem graça quando o passado chega e a dor é substituída por aquele beijo que só ele tem, pelo cheiro daquele perfume que só é bom de sentir na pele dele e por aquele sorriso que apenas ele tem o poder de provocar.
Cadê as lágrimas?
Estão aí?
Jogue-as fora, esconda-as, guarde-as, faça o que for melhor com elas... mas o melhor mesmo é lembrar de Ópera e daquela sobremesa, daquele coelhinho da páscoa.

Texto publicado em 19 de Maio de 2009

# Reler frases minhas que foram escritas para uma grande amiga, faz perceber que hoje, passando pelo mesmo que ela passou, vejo a possibilidade de que tudo dê certo.

31 de outubro de 2012

Onde me perdi?

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- Vem, estamos todas com saudades de você. Eu to com saudades de você, mainha também tá com saudades de você, tá todo mundo aqui com saudades de você.

- Eu também estou com saudades de mi... é... de vocês... Eu vou ver como faço para ir Engraçado, eu ia dizer que também estou com saudade de mim. O que não deixa de ser verdade.


*****

Não sei por onde fui deixando cair os melhores pedaços de mim.
As pessoas ao meu redor sentem faltam, outras me preferem com esse jeito passivo que acabei adquirindo, outras reclamam o emudecimento de minhas atitudes.

"Você era mais feliz quando fazia dança"

"Quem? Você? Submissa em uma condição feminina na qual você era quem mais lutava contra..."

"Onde foi parar aquela mulher pela qual me apaixonei perdidamente e que me disse: Desculpa, mas sou livre?"

"Porque você acabou desse modo a sua relação com a sua família?"

"Engordou um pouquinho num foi amiga?!"

"O cabelo curto tava tão bonito, tá deixando crescer de novo e ainda mais deixando ele preto?"



Me perdi não sei por onde... Mas será que eu estava "achada" em alguma coisa?
Será que eu já era algo antes de ser isso que estou me re-trasnformando?

*****

Eu sinto saudades de mim.
Por mais que não pareça, eu sinto sim.

11 de setembro de 2012

Uma carta perdida

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Oi querido,
Vim te dizer que estou com saudades e que queria, nesse momento ser a carta que seguras em tuas mãos.
Lançar-me-ia em teus braços e com desejo, louco e urgente, tiraria tua roupa, beijaria tua boca e em teus lábios realizaria os meus desejos mais profanos.
Pensei que talvez a vida pudesse ser novamente boa para nós e arranjar um encontro ao acaso, numa esquina qualquer, ali, de repente, na surpresa de ver teus olhos eu pudesse me re-encantar em te ter em minha frente.
Lembra de nossas tardes em frente ao mar?
Sorvete de doce de leite e flocos.
Carinho despretensioso no rosto, 
e gosto de ternura na boca.
Bem, só queria dizer que sinto saudades, apenas.
Também me sinta, de vez em quando, passear por tua lembrança.
Pois, sempre que fecho os olhos pra esquecer do mundo tento levar minha alma para caminhar em tuas tardes.

Beijos que um dia foram nossos
e que sempre continuarão a ser.




25 de julho de 2012

"Não acredito que vou gastar desse modo a vida..."

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Onde foram parar as tardes de fazer inveja às cerejas? 
Quando lembro daqueles olhos não tenho mais certeza se eram esses mesmos olhos que minha lembrança se lembra. 
Há uma fantasia que envolve minha recordação e transforma tudo aquilo que foi vivido numa espécie de sentimento enevoado por uma necessidade de perfeição. 
Não lembro a última vez que o vi, nem nosso último beijo, nem o seu último suspiro em meus cabelos. Lembro apenas do seu cheiro, que inconstante, vagueia por aí na intenção maquiavélica de não me deixar esquecer. Mas quando me ponho a recordar acabo achando tudo aquilo mais bonito do que realmente foi. 
Tento voltar naquele sábado que o encontrei depois de uma ausência de três meses. Será que realmente vivi aquele dia ou acabei inventando pra mim mesma uma situação que seja digna de ser lembrada por toda a minha vida? 
Minha teoria é a seguinte: quando o amor acaba, ele fica mais bonito.  
Mais bonito porque nos resta apenas a lembrança do objeto amado e na lembrança a gente esquece das falhas, acabamos por maquiar as pequenas cicatrizes e guardamos apenas aqueles instantes que julgamos fundamentais para deixar o amor bonito e digno de ser lembrado. 
Já tive um amor perfeito e bem vivido, mas hoje, quando me recordo, acabo achando que ele foi mais do que era. 
Não sei até que ponto isso é bom ou ruim. 
Pelo lado positivo podemos achar que pelo menos vivi um amor de verdade, daqueles de filme onde eu fugiria (e quase fugi) de moto em uma viagem rumo ao sul da América. 
Um amor daquele que tem cheiro e trilha sonora de Cássia Eller cantando No Recreio. Sempre há um sorriso de canto de boca quando ouço a parte em que Eu só queria me casar Com alguém igual a você... 
Mas sejamos coerentes. 
Pelo lado negativo toda essa ilusão de grande amor acaba por influenciar na construção de um referencial que nem sei mais se é válido e confiável, portanto é claro que existe alguém melhor do que você sim, se não existisse eu não teria me afastado. 
Não sei onde foi parar as tardes de fazer invejas às cerejas, sei apenas que não tem como esquecer o fato delas, um dia, terem existido e fico feliz por isso, mesmo que isso tenha sido apenas invenção do meu coração.

24 de abril de 2012

Ama-me

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Quero abstrair-me toda em teu corpo como num poema de Verlaine. 


"Mas chega o outono: amemos! 
Um no outro, à vontade, sejamos mais que brasa pois o inverno já vem, 
os dois de corpo e alma, sejamos mais que flama, 
sejamos mais que carne!" 

Na voluptuosidade de nosso desejo, ama-me e mata-me pela voracidade de tua boca, 
entrelaça-se em minhas pernas para que façamos uma farra escandalosa. 
Lençóis úmidos 
Corpos suados 

É isso mesmo! 
Ama-me então, melhor que a toda essa cambada de outras que desconheço.

Ama-me apenas, 
pois te amo totalmente e então repousa sobre mim 
para que se encerre em meu corpo todo o perfume do teu. 

 29 de maio de 2009

23 de janeiro de 2012

Um olhar oriental

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(sábado, 21 de março de 2009)










O clima de mistério envolvia aquela noite de solidão.
Um corpo de âmbar velava, naquele momento, o sentimento que morria e esses últimos suspiros traziam o peso de anos decorados pela paixão.
Seus olhos pequenos fotografavam cada detalhe daquela cena.
Sentada de frente à penteadeira. Perfumes... Pó de arroz... Blush... Batom vermelho... Lápis preto.
Enfeitava a si mesma com uma gueixa que se prepara para o casamento.
Mas não iria se casar. Não! Vai ficar em casa, sozinha, relendo a carta.
Aquela carta que trouxe lágrimas aos seus olhos.
Então porque se enfeitou se não vai sair?
O espelho não respondeu. Mas ele nunca responde, tem apenas o costume leviano de vigiá-la, invadindo sua intimidade e escondendo dela todos os segredos que tenta descobrir.
A carta tá molhada, suas mãos secas, o coração palpitando devagar e uma dor aguda dentro de si aumentando a sua angústia espiritual.
Desliga a luz deixando acessa apenas uma luminária chinesa. Deita na cama levando um pequeno espelho de mão e sob um reflexo vermelho repara na expressão de seus gestos tentando sofismar os sentimentos que perturbam seu coração.
Aquela dor intragável estava dentro de seus olhos queimando progressivamente as últimas gotas de sal que insistiam em sair.
O silêncio começava a se espalhar por todos os cantos. 
O tic-tac do relógio, o sussurro do vento, o balançar da cortina, o grilo, a buzina. De repente até a sua dor era muda e uma lacuna semiótica se pôs entre seu o rosto e o espelho.
- Qual o sentido da sua vida?
Perguntou-lhe o silente e inesperadamente todo o sigilo de seus sentimentos transbordaram por sua face branca deixando rastros luminosos pelos caminhos inabitados de sua superfície.
Aleatoriamente, buscando reordenar a cronologia de seus pensamentos, ia percebendo os objetos do seu quarto.
Guarda-roupa / janela aberta / fotos / um gato triste / solidão / chuva na rua / uma flor de madeira...
Pedaços de passados...
Lembranças requentadas pelo seu espírito saudoso.
A carta não estava mais em suas mãos, talvez solta em algum lugar. O telefone toca quebrando a inércia de sua fotocópia e todos os sons voltam estupidamente ordenados.
Senta, olha, não vale a pena atender, agora não mais.
O bonsai tá na janela, a terra seca, uma romã caiu a outra ainda resiste, corre à cozinha e retorna com água mineral para regá-la.

21 de janeiro de 2012

O Meu olhar

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O que faço com os meus olhos tristes meu senhor?
Como posso tirar deles essa melancolia que os define?
Como posso subtrair-lhes essas dúvidas que sobressaem?
Como, meu senhor, posso ter olhos alegres se a felicidade para mim é algo tão clandestino?
Como poderia viver sem ouvir o meu senhor falando da tristeza de meus olhos?
Essa menina de olhos melancólicos vive a buscar os olhos de meu senhor e ao se deparar com eles olha, com ternura, o verde abismo no qual se lança.
Se quero olhos alegres meu senhor?
Não. Não quero.
Pois se os quisesse não mais teria esse ar melancólico de amante à espera do seu amor.

(17/11/2009)

16 de janeiro de 2012

Contínua Tortura

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Na janela de um apartamento com colchões no chão, seus olhos cruzaram os meus.

Foi estranho, não nego, e mesmo sendo sonho, meu corpo, paralisado, não acreditava ser teu corpo aquele que ali passava com o mesmo andar desleixado de sempre.
Não entendo o porque de ainda sentir saudades de você. 
Talvez isso seja porque ando perdendo amores e sua lembrança, maldita lembrança, gosta de pairar na memória dos meus dias felizes.
Não foi bom te ver no sonho. 
Definitivamente não foi. 


 NÃO ERA AMOR, ERA MASOQUISMO.

14 de outubro de 2011

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"Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. 
Portinari e Flor...
Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim bergamota, de hortelã madeira fresca, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. 
Ele tinha chegado."

Caio Fernando Abreu

5 de outubro de 2011

#Fica Dica 9

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Exitem 3 tipo de homens: os bonitos, os charmosos e os inteligentes...
Você se enquadra nos bonitos,
Mas ando dispensando certas belezas.
Charme e inteligência são cada vez mais essenciais.

30 de setembro de 2011

Entre Reticências

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Antes e depois das reticências nosso infinito se torna reduzido
pela simples ação de um tal de Você.
Você, que me pega por completo e me devolve a mim
em pequeninos pedaços desagradáveis de ironia, raiva e grande dose de tristeza.
Mas, não é premissa verdadeira essa história de que "depois de você os outros são os outros",
Talvez os outros sejam melhores e tornem-se novos canalhas nos ENcantos de nossas bobas fantasias.

Imagem da minha querida Gisa Leão.

23 de setembro de 2011

Nessa estrada da vida que fascina caminha sempre em frente, além dos montes!

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Não quero ser mais triste que meus olhos.
Não quero ser arrastada por entre os vales de tua solidão e assinar os desacordos de nossas depressões com essas lágrimas que escondo do mundo.
Onde ficaram os sentidos das coisas?
Escorreram pela minha pele imunda, se perdendo por essas valas sombrias de algumas lembranças.
São tantos assim os meus defeitos?
Sei que meu sorriso é imperfeito, mas faço o possível para que ele seja sincero e não se manche de falsidades.
Não são muitas as minhas pretensões...
Não quero ser melhor do que ninguém, nem mais inteligente, nem mais simpática.
Só quero ficar no meu canto, sabe?! Sem verdades pelas quais brigar.
Me deixa aqui, deitada na cama, com meus travesseiros e minhas músicas velhas.
O mundo já me prometeu tanta coisa, mas hoje não quero acreditar em novas bobagens.
Por mais masoquista que seja esse meu coração, uma hora ele já não aguenta mais apanhar e é nesse hora em que me encontro.
Não tem nada aqui cicatrizado, tá tudo inflamado, sangrando e quando algum machucado tá quase sarando, outro rasga ao lado e infecciona.
Não sei mais de nada...To cansada.
Cansada de falar que tá tudo bem, quando eu sei que é impossível o bem estar de tudo.
Cansada de lembrar de amores que minha razão já questiona se de fato foram amáveis.
Cansada dessas fotos com sorrisos ultrapassados, sorrisos mofados e empoeirados.
Cansada de fazer de conta que eu sou a pessoa ideal para você, se no fundo eu acho que nem te mereço.
Cansada desses adjetivos que carrego em minhas mãos, olhos, bocas e alma.
Cansada de ficar tentando sair dessa caverna e me iludindo achando que essas luzes que vejo são resquícios de algo melhor que eu já tive.
Ando achando o mundo estupidamente enfadonho.
É tanto preconceito idiota, é tanto moralismo pós-moderno, tudo tão cult e supostamente revolucionário.
Tudo tão falsificado. Tantas aspas e farpas desnecessárias.
Não quero ser mais triste que meus olhos... Na verdade nunca achei meus olhos tristes, mas não posso negar que nesses dois últimos anos eles se entristeceram demasiadamente.

12 de setembro de 2011

Te Mando Um Recado

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Olha... te espero sentada em meu mundo vermelho... 
Hoje escuto um tango e sinto que cada vez mais teu amor anda para longe de mim... 
Sei que sou meio assim, assim... mas olha... O tempo passa e a eternidade de dias que estou aqui, sentada nesse chão frio, a escutar diversas músicas só para lembrar de tuas mãos é algo que não posso definir... 
É tempo demais amor... 
Como estás? 
Acabou de passa um carro parecido com o teu, mas não vi a placa, também não adiantaria, não sei teu número, nem teu endereço, como te achar se não nos meus sonhos esporádicos e freudianos? 
Se fiquei esperando você chegar é porque uma festa preparei, botei o vestido azul que achas lindo, o perfume sensual que te agrada e uma música de Nando Reis. 
Mas dias insistem em passar, e o futuro que me prometeste ainda não chegou, vai demorar muito? Não aguento mais esse presente insistente... 
Não sei mais de que cor eu pinto meus cabelos e isso é trágico. Estou com medo. 
Começa a escurecer e as luzes não clareiam muito, são daquelas amareladas que não me permitem ler aquele romance daquele escritor que tu tanto ama e me fez amar também. Como estás? 
Meus olhos continuam tristes e a minha voz anda relutante, parei de ler Nelson, ando meio romântica e comprei uma blusa cor de rosa. 
Continuo sentada assim, com minha postura incorreta e com esse amor condicionado a sua ausência que parece não lembrar que me esqueceu aqui. 
Beijos, ainda espero você me ligar.

23 de Dezembro de 2009

22 de agosto de 2011

1 X 0 Pra Você...

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Por mais que as lembranças ressurjam e eu olhe para elas com aquela vontade de novamente comê-las, 
jaz em nossa possibilidade a falta de possíveis laços a serem reatados.
Não podemos negar, dói saber que o seu primeiro amor vai se casar. 
Alguém substituiu aquele cantinho que supostamente era seu, 
e sem ao menos perceber todas aquelas chances foram pontualmente acabadas sem você nem ter consciência total da perda.
Perdi beijos que me comiam,
Perdi olhos que me despiam,
Os sorrisos mais caros foram para longe,
As brigas que iriam ser gritadas se silenciaram, 
As traições não se efetivaram.
Eu sei, você não era capaz de me amar.
Tanto sei que eu mesma me afastei.
Mas veja, o fato de eu saber que você não sabe me amar não implica em acharmos que eu não saiba te amar.
Mas talvez... Não, não há talvez.
Sim, confesso, realmente não sei te amar.
Não sei nem se isso era amor.
Nos encontramos, 
Você me esperou, 
Fui...
Voltei
Te esperei,
Ficaste,
Fui,
Se casaste.
Eu sei, eu nunca me casaria com você, mas sabe aquela sensação de perda? 
Pois bem, eis o que eu sinto agora.
Nesse tabuleiro, as casas que andei me levaram para outras trilhas,
Suas tentativas de entrar em meu jogo foram falidas e as minhas tentativas de entrar em teu jogo foram inexistentes, pois mesmo quando eu tentava ser sua, era tudo artifício para provar que eu conseguia te fazer ser meu.
Tá vendo, não era amor.
Era apenas uma brincadeira que brincávamos de formas diferentes.
Cada um do seu jeito,
Cada qual com sua arma.
Ambos com feridas e cicatrizes.
E hoje você com um ponto a mais.
Pelo menos por enquanto...



#Ok baby, boa sorte no casório!


15 de agosto de 2011

Profanações

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Ainda passeiam pelo mundo terreno Deuses fingindo-se de humanos?
Apolo passou ali, 
chamou os olhos de todas as ninfas, 
despertou o desejo de todos os elfos e 
deliciou as humanas criaturas com o perfume pagão de sua beleza.
Sua língua passeava, sem timidez, pelo pescoço suado.
O sal dos corpos pediam álcool, mais álcool sempre, para que toda libido ali existisse.
As bocas se comiam em meio a multidões de olhos que queriam aqueles lábios.
Se as mãos que pertenciam a ele um dia quiseram roçar a superfície do frágil corpo dela, aquele era o momento.
Inapropriado momento em que mãos, desinibidas, pressionavam cinturas, nádegas, coxas e todo o espírito de tentação que residia nesses corpos sedentos por sexo.
Sexo... Pura vontade de matar aquele tesão que deixa a boca seca.
A língua passava pelos lábios, pelas pernas, pelo peito e umedecia, com choque térmico, todo aquele calor.
Era um corpo de Deus, torneado nos mais preciosos detalhes que um homem mortal pode ousar ter.
As mãos dela, mãos danadamente curiosas, não resistiam em tocar ele, marcar as costas com unhas roxas, sentir os músculos, os pelos, o cheiro e fechar os olhos para ter como sensação cada pedaço daquela luxúria.   
Era um efusão de sensações, um querer antigo que assim, ao acaso, acabou num quarto de gozos.
Meu Deus, como tens a audácia de fazer para o mundo algo tão belo?
Como podemos nós mulheres resistir a toda soberania que pulsa desse corpo? 
Esse único soldado, de mãos tão sedutoras, olhos tão cafajestes e pernas, coxas, bunda e barriga tão perfeita merece, com toda a glória de merecimento, um exército de prazeres.
Qual mulher não se subjuga diante de Apolo? 
Santas e putas oferecem a cara para que seja batida, os cabelos para que sejam puxados e o corpo para que seja profanado por todas as horas de um delírio.
Que corpo resiste ao arrepio de sua barba, aos tremores de sua língua, aos sussurros e gritos do seu prazer?
Pois então, que sejam minhas as suas profanações...
Leia-me toda, invada meus pensamentos,
surja pela noite por debaixo de meus lençóis.
Passeie pelo meu mundo com seu jeito despretensioso.
Me olhe querendo me paquerar.
Dance e roube minhas vergonhas.
Seja o Apolo desse corpo sem deus,
Seja o sorriso canalha de todos os arrepios.

Para as solteiras(os) que por aqui passar, desejo que hoje, 
no "Dia do Solteiro" vocês tenham o imenso prazer de esbarrar com Apolo. 
#FicaDica!

2 de julho de 2011

Trata-se com carinho...

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E na espera amarramos suspiros em varais escondidos nos quintais.
Há de haver aquele momento no qual ela, ao virar a rua, vai esbarrar, sem a antipercepção, no ombro que foi amparo de seu rosto.
RENOIR
Ou há de acontecer que ele a veja ao longe e não atravesse ruas e não tente sorrisos e não use os braços.
Quantas foram as vezes que passaram pelas mesmas calçadas e nelas jogaram, como papel velho, aquele resto de amor guardado no bolso por precaução?
Lançou-se ao vento o amor a fim de assim abdicar de todos aqueles sonhos irrealizáveis.
Guardou as dores e ao longo de todos esses dias cuidou de cada uma com o apreço devido.
Naquela ferida sangrenta enfiou os dentes, puxou a pele, deixou escorrer o sangue que confundia-se com o vermelho das unhas.
Todas aquelas dores foram mastigadas, pouco a pouco, na poesia de cartas antigas.
Cartas sem cheiro,
Cartas sem dor.
O que restou no fim das linhas?
Apenas aquela sensação de ter lido uma história que poderia ser mais bonita.
O espectro invade quartos, mesas de bar, cadeiras no ônibus cravando sutilmente a si mesmo pelos caminhos.
De que serve esse rastro, se não leva às estradas possíveis de seguir?
Ele sofre por amor, sim também sofre, afinal sua carne é mortal e sente dor.
Seus olhos são tristes, precisam ser acalentados...
Vejam bem que palavra bela: A CA LEN TAR*
Ela flutua da boca e envolve lentamente o nosso espírito, colocando nossa cabeça em seu colo e acariciando nosso cabelo com doçura.
Sinta o movimento da língua: A CA LEN TE SE A CA LEN TE ME
É em cartas antigas, é no cheiro passageiro pela rua, é na lembrança da pele e no retrato dos olhos que os corações solitários se acalentam.
Há de haver um dia, em que em suas mãos estejam as mãos de um amor.
Há de haver um dia, em que sua recordação não te fure com punhais.
Há de haver um dia em que certos olhos se olhem, certas bocas se beijem, certos corpos se toquem e certas almas se acalentem.


*acalentar 

1. Acalmar ou acalmar-se, geralmente para adormecer e com afagos, com proximidade corporal ou com cantiga. = amimar, embalar
2. Tratar com carinho. = acarinhar, afagar
3. Por ext. Tornar ou ficar mais calmo. = acalmar, amenizar, mitigar
4. Dar conforto. = confortar
5. Ter prazer em pensar em. = afagar, alimentar

27 de junho de 2011

Olhos

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De repente se olharam
E numa fração de minuto sentiram uma imensidão de sonhos solitários passarem por suas mentes...
Aqueles olhos se apaixonaram e a partir dali viveram uma vida de lágrimas, colírios e oftalmologistas...
Como era possível que aqueles olhos possuíssem tamanha delicadeza em seu jeito de sentir? Bastavam olhar um no outro que tudo passava e ser eles.
Tudo era tão singelo ao redor que, sem perceber, como uma falsa paz que se instalava num peito angustiado, desejaram se entregar aquela sensação azul.
As vozes não eram ouvidas, pois palavras não eram necessárias naquela comunicação.
As peles roçavam ao som do sussurro do suor que descia e as bocas, abertas, beijavam-se em busca de um gosto apurado e indiscreto.
Em cada momento juntos aqueles olhos se amavam na contemplação de um prazer, mas de repente foram necessários óculos e as lentes passaram a atrapalhar... o amor ficou embaçado...
E aquilo que era claro, nítido e perfeito passou a ser aparentemente confuso e estranho.
As lentes fizeram a visão supostamente melhorar e aquela pele lisa, não parecia mais lisa e aqueles cabelos macios não tinham mais a mesma cor e os olhos, ao acostumar-se com as lentes passaram a se cansar daqueles rostos outrora belos.
Descontentes com a situação resolveram ir em busca de novos recursos, talvez colírios ajudassem a descontrair o momento... o cansaço... mas tudo parecia vão... os olhos não mais se reconheciam e as palavras passaram a ser necessárias.
Aprenderam a falar, mas as frases nunca diziam exatamente o que sentiam, sempre vinham rodeadas de dúvidas, medo e constrangimento e logo os dois desaprenderam a amar.
Não vendo mais um ao outro, não sentido nas recíprocas íris o amor que ambos sabiam existir, resolveram cegar-se para a paixão que outrora existira. 
Separados, um ficou com outros olhos e o outro ficou com a saudade de não mais descobrir o que sentia.

(23/12/2009)

21 de junho de 2011

Aviso Desde Já

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Não escolhemos por quem nos apaixonar, nos apaixonamos assim, por quem não sabíamos que poderíamos amar.
Posso olhar pra você e te falar : desculpa, não adianta insistir, não precisa me agradar, mas "eu não vou me apaixonar por você." *
Pois vejo em teus olhos, em teu jeito, em tudo teu, detalhes que não se encaixam no meu modo errado de gostar.
É, eu tenho um modo errado, supostamente errado, de gostar.
Me apaixono por mãos sem carinhos excessivos, 
Mãos que não me sufoquem o espírito,
Por olhos misteriosos, nos quais eu me perca em abismos desenhados pela minha ilusão.
Pelo perfume que se entranha em minha pele e não há banho que tire, pois os poros já estão demasiados cheios de uma substância que docemente se torna minha.
Me apaixono por livros velhos, cabelos desarrumados e camisas amassadas...
Me apaixono pelo telefone que não toca e, se acaso toca, é somente quando não mais se espera
Pois a surpresa de se atender o telefone e ouvir do outra lado Aquela voz, exatamente AQUELA, é uma cifra que não sei explicar.
Digo, então, que sou do tipo que se apaixona por esperas,
Por saudades,
Por matar loucamente as saudades
Por poesias supostamente só minhas, pois também sou do tipo que se apaixona facilmente por palavras.
Por olhos claros, barbas e canalhices...
Não me apaixono pelo previsível príncipe encantado.
Ele é perfeito demais, certo demais, bom demais, doce demais, pegajoso demais.
É coisa demais que ocupa espaço demais e não me deixam gostar.
Definitivamente não gosto de príncipes.
Me apaixono pelos piratas que me roubam o fôlego
que amarram com correntes meu coração e lançam-me ao mar de desejos pagãos.
Adoro aqueles risos cínicos, com aquele olhar safado que sabe o que fazer pra agradar.
Por isso repito: Prefiro o Arlequim, o Pierrot já o fiz para mim...
Colombina indecisa, sabe, mesmo na indecisão o que lhe agrada mais
E além de Colombina - é fato - ainda sou Rodrigueana. 
Afinal, a vida é rodrigueana com todas as suas pertubações e desejos insanos.
Não sabemos por quem vamos nos apaixonar, mas sabemos por quem não vamos.
A paixão sempre me chegou assim, de supetão, pela pessoa que não tinha nada do que eu procurava, mas tinha exatamente o que eu precisava e não sabia que existia.


* FicaDica!

14 de junho de 2011

Encontro Marcado*

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Tivemos dois encontros...
No primeiro Ele despiu meu corpo me cobrindo de carícias;
No segundo despiu minha alma invadindo todo o meu ser.
Acabei nua nas duas situações, mas na segunda Ele visualizou minhas minúcias desvendando meus segredos... bateu nas portas tentando acordar meus montros, por mais que eu tentasse tapar as fechaduras não adiantava... as minhas chaves já eram Dele.
Indefesa... Ele me descobriu... Ele conheceu meus medos, até os mais antigos, que eu escondia de mim mesma.
Fiquei nua nas duas situações...
Ele arrancou minhas máscaras... me olhou nos olhos e entre desculpas me beijou...
Meu coração chorava...meus montros pediam pra sair... mas minha mácara não caiu.
Entre beijos selvagens... "Me entrega tua alma"... medo, angústia, desejos, dúvidas...
Quem sou eu? Quem é Ele? Quem nós somos?
Entre promessas de reencontros... corpos novamente nus... almas novamente nuas...Um baile sem máscaras em busca da dança da perfeição.

Fui visitar a antiga Rodrigueana, pois volta e meia vem aquela saudade de quando eu era ela. Saudade óbvia, porque naquele tempo, apesar de todos os sofrimentos e dores de amores, eu era mais feliz.
Tudo começou com esse texto e a partir dele todas as letras se destinaram, com tinta de sangue escrita com a pena da vontade, ao Mephistópheles que comprou minha alma.
- Me entrega tua alma... Te mostrarei os mais deliciosos prazeres e voaremos juntos por cima da mediocridade humana.
Tudo com aquele riso sarcástico no rosto e aquele cheiro vanguardista na pele.
Foi lindo aquele dia... Verdadeiramente inesquecível.

*O Título faz referência o filme "Encontro Marcado"... O texto original lá no Rodrigueana não tinha nenhum título e agora, relendo e relembrando... Não deixei de me apaixonar pela morte, infelizmente não era uma morte com aquela carinha fantástica do Brad Pit, mas foi uma morte deliciosa apesar de todos os pesares.