29 de janeiro de 2014

Sem título para isso...

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Diante de uma folha em branco fico sem saber o que escrever...
De repente me perdi de mim. Mentira, não foi de repente que meu Eu foi se esquecendo de me alimentar dos melhores sonhos motivacionais.
Tudo se tornou tão duro, palpável. As certezas de se viver em felicidade esvaeceram pelas minhas mãos calejadas de lágrimas.
Como sobreviver ao fim de um amor capitalista?
Digo capitalista pelo fato inédito em minha vida de sentir os dissabores do ciúme e da possessão. Tão mais fácil sobreviver àquilo que é anárquico. As dores não esfaqueiam nossa rotina e os sentidos não somem com o ser amado.
Me fixo em frente ao espelho e não sei quem sou. Não é uma metáfora. Realmente não sei ... Cabelos, olhos, corpo... tudo mudou tanto sem minha permissão, como se alguém tivesse se vestido de mim e me transformado em algo que odeio.
Veja se me entende. Não quero acabar com Nós. Não, não quero! Ainda sinto amor por você (ou um apego demasiado forte que me faz achar que não posso viver sem você por perto)... mas...  mas as coisas andam tão mal. De repente vejo que não posso ter absolutamente mais nada do que quero ao seu lado.
Em um dos primeiros textos que escrevi pensando em Nós eu disse que com você aprendi o que dizer no café da manhã. E isso foi tão lindo. Mas entre Nós não existe nem mais um mísero “bom dia”.
Perdão, posso estar sendo fútil, mas não consigo estar bem com alguém que me atende o telefone com um frio e seco “Diz”.
Não. Não posso amar em meio a tanta individualidade. Não sou louca. Me desfazer por você não é amor. Descobri isso há poucos dias, mas como eu disse, não sei mais quem sou, mas sei que amar, para mim, nunca foi empurrar a vida com a barriga pra ver até onde vai dar.
Se ao menos as coisas estivessem cômodas, mas não. Não estão. Absolutamente Nada está bem entre nós e isso me faz chorar e meu choro já é algo irrelevante para você e isso me faz chorar mais e escondido.
Sabe um dos piores sentimentos que descobri que posso sentir? A falta de sentido das coisas. É horrível você olhar ao redor e nada significar, a não ser você. Não ter vontade de sair de casa se não for com você. Não ter para quem ligar se não for para você. Há uma obsessão me destruindo por completo.
Antigamente, apesar das dores, tudo era tão lindo. Havia poesias e risos, danças e amigos. Havia vida em seu sentido mais pleno.
Hoje sinto como se tudo o que eu tivesse de bom fosse transplantado para seu sangue e não restasse mais nada em mim. Não consigo mais sentir as coisas boas que me chegam, compreende? Sinto apenas uma falta. Como se houvesse um vazio em mim que me desidrata e desanima.
Ouço Kings Of Convenience e novamente choro sozinha entre minhas paredes vermelhas de fotos e discos de vinil. Eu tava tão feliz quando conheci essa banda. Eu tava tão bem comigo, com a mulher que aos trancos e barrancos eu tinha conseguido chegar a ser. Sinto saudades de mim, mas não sei como me reconquistar.
Bobagens. De que adianta tanta lamentação se nada disso vai passar por seus olhos. Minhas aflições sempre são tão invisíveis para você. Só queria que você soubesse que nos queria de volta. Queria o Nós que brincavam na cama de mordidas e faziam sexo até não mais aguentar. Queria aquele Nós que desceu de rapel uma pequena pedra em Serra Negra... Queria aquele você que beijava meu suvaco, aquele você que me ligava com um “bom dia, minha linda”, queria aquele você que me chamava de meu bosque. Mas hoje isso tudo está tão distante de Nós.
O que Nós somos então? Duas pessoas infelizes que não se suportam. Eu não sei o que fazer. Não sei como consertar as coisas e no fundo, não aguento mais tentar. Não suporto mais a dor de não conseguir.

Será que você não entende que eu só queria que a gente fosse feliz?

Manifesto pela ocupação amorosa dos corações vazios

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E de agora em diante, fica estabelecido que todos os corações vazios, mal amados, partidos, abandonados ou tão somente subutilizados serão pacífica e amorosamente invadidos e ocupados pelo amor em todas as suas formas.
Sem paus e pedras e enxadas, mas com flores e música e presentes e simples declarações de apreço e cuidado, o amor tomará posse irrevogável de todo e qualquer coração devoluto. Banqueiros e bancários, construtores e operários, empresários, professores, artistas de rua, profissionais de toda sorte, adultos e crianças e velhinhos, todas as almas solitárias deste mundo! Preparem-se para ceder sem luta à chegada implacável do amor às terras férteis de seus corações.
Abram seus portões, escancarem as portas, liberem as janelas, prendam os cachorros e preparem a casa à visita permanente do amor operário, trabalhador, corajoso e simples. Ele vai chegar sem slogans ou passeatas, sem discursos, gritos de guerra ou enfrentamentos com a polícia. Vai surgir na hora mais silenciosa da noite, deitar ao seu lado e acordar com você na hora de ir ao trabalho, como se ali estivesse desde sempre.

O amor vai chegar assim, de manso, mas com o passo forte e a potência de um jato varrendo a craca dos rancores, a sujeira grossa dos maus pensamentos, a gordura acumulada das chateações diárias, da burrice, da inveja, da grosseria. Virá com a força mesma da vida, desobstruindo os canais da memória entupidos de morte. Virá alegre como o cão que reencontra o dono depois da eternidade de um dia inteiro sozinho em casa, à espera.
E então as preocupações ordinárias e mesquinhas farão as malas e deixarão os corações livres para viver em absoluto estado de ocupação plena pelas intenções e ações de um amor generoso, diário e vital.
Esse amor que acorda cedo e faz ginástica, que parece tão mais jovem do que de fato é, esse amor vai pintar as paredes da casa, mudar a posição dos móveis, vai matar a sede e a fome que restam, soltar os passarinhos de suas gaiolas ridículas, vai cuidar da horta no quintal e presentear os vizinhos com as verduras frescas. Esse amor vai florescer e perdurar e se esparramar pelas redondezas. Vai levar ao passeio diário os cachorros que vivem dentro de cada um de nós. Esse amor vai invadir em paz a nossa vida tão talhada para a guerra.
E quando as forças armadas de um coração já machucado se levantarem em defesa natural de sua estrutura, em puro e simples movimento de autopreservação, o amor estenderá sua mão pequena e linda, de unhas roídas e sem nenhum esmalte, e todas as armas cairão em silêncio. Então esse coração abrirá suas fronteiras à chegada irrefreável do encantamento amoroso e total, explosão de energia que nos leva ao encontro de quem somos, nos resgata da morte e nos devolve, sãos e salvos, à vida que é hoje, amanhã e depois um longo e eterno agora.
Texto publicado em: http://www.revistabula.com/2002-manifesto-pela-ocupacao-amorosa-dos-coracoes-vazios/

18 de julho de 2013

Acabou

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18 de julho de 2009 

Sinto, que aos poucos, vou morrendo pelo seu desprezo. 
Cadê o amor que você tinha por mim? 
Onde foi parar o carinho desejoso de outro dia? 
Revejo meus álbuns e todas as nossas fotos exalam felicidades esquecidas. 
Hoje nossos sorrisos não são os mesmos; 
Hoje o seu beijo não é espontâneo; 
Hoje eu fico aqui, à espera de que tudo volte ao normal. 
Espero... espero... espero e cansa o fardo de um relacionamento desgastado. 
O seu amor desbotou e vai progressivamente apagando o meu. 
O meu amor que é tão forte e sincero, tão puro e fiel. 
O meu amor que é o maior amor de todos os amores. 
O meu amor obsessivo, perfeccionista e capitalista, que tanto tentei torná-lo anarquista, mas que tudo foi em vão. 
Agora choro em meu quarto para que não vejam meus olhos inchados e o vexame que é te amar. 
Agora guardo todas as nossas cartas em uma caixa cinza lacrado com uma fita vermelha. 
Agora reafirmo que amar é sofrer e que preciso urgentemente de esparadrapos em meu coração. 

Penso em amigas MIM e em tudo o que elas estão estou vivendo. 

Qual a graça de amar se todos os anos de alegria são devastados por insondáveis momentos de dor? 

Calma, vai passar.

Antiguidades Rodrigueanas

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Como ela consegue afastar de si o amor?
Dizer que não o quer mais quando é ele quem traz o seu sorriso?
Como aguentar a distância se o o contato é constante?

"eu não vou ser feliz com ele."

Como, se é ele quem você ama?
Se a ausência te machuca?
Se a indiferença te faz chorar não adianta um copo de cerveja, não adianta esconder o rosto, dá pra ver nos teus olhos, dá pra ver no teu sorriso choroso que os dias estão cinza, que as piadas não têm graça e que aquele grupo de amigas "solitárias" de repente tá se formando.
Porque as coisas não são como a gente quer?
Porque não dar aquela chave de perna e o trancar no quarto com aquele livro que lembra vocês?
Ou então porque não resolver amá-lo de forma anarquista e parar de buscar uma perfeição que você sabe ser inalcançável?
Porque é tão difícil um "amor recíproco feliz"?
Essa história de Amor + Dor só é bonito nos filmes, na gente só tem graça quando o passado chega e a dor é substituída por aquele beijo que só ele tem, pelo cheiro daquele perfume que só é bom de sentir na pele dele e por aquele sorriso que apenas ele tem o poder de provocar.
Cadê as lágrimas?
Estão aí?
Jogue-as fora, esconda-as, guarde-as, faça o que for melhor com elas... mas o melhor mesmo é lembrar de Ópera e daquela sobremesa, daquele coelhinho da páscoa.

Texto publicado em 19 de Maio de 2009

# Reler frases minhas que foram escritas para uma grande amiga, faz perceber que hoje, passando pelo mesmo que ela passou, vejo a possibilidade de que tudo dê certo.

11 de julho de 2013

Ao Menos

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Se ao menos você lesse o que te escrevo... 

Se ao menos você percebesse o quanto gosto de você...
Se amo menos você notasse as minhas necessidades...
Se ao menos você pusesse minha cabeça em seu colo...
Se ao menos você me acarinhasse os cabelos...
Se ao menos...
...
...
...
Assim, entre outras coisas, poderíamos, ao menos, voltar a ser feliz.
Mas tudo que peço é impossível demais.
Uma pena.

Fragmentos da minha solidão

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E quando o que você quer é apenas um carinho?

Brigas amargam nossos corações...

O vinho, quente, tomado sozinho, azeda os olhos.

Como é possível estarmos um ao lado do outro e nossos olhos se evitarem?


Meus olhos ardem... Meus olhos, pesados de tanto pesar já se esmaeceram em meio à tristeza de nossas mãos. Não é aquela tristeza de antes, mas um tristeza que carrega em si uma mágoa dolorosa.


Amor, me entenda, eu só queria que você chegasse ao meu lado com aquela doçura de outrora e pusesse em seus braços para me ninar.
Queria apenas ser acalantada por você...

Sinto saudades do que nós éramos.

O que restou de nós?
Gritos e agressões?
Descasos...

Repito - Não fui apenas eu que mudei, você já não é mais aquele que era no início.

Agora há entre nós um grande EGOCENTRISMO.

Me diga, Meu Bem, onde eu estou em sua vida?

O que eu sou para você? 

O quê?


12 de maio de 2013

Apenas mais um desabafo...

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Porque trocamos nossos “bom dia” pelo costume de acordar um ao lado do outro? 
Caras feias, desmotivadas e cansadas evitam se olhar naquele que era o momento mais gostoso de ficar junto. 
Lembra como era no começo? 
Foi com você que aprendi o que dizer no café da manhã... 
Foi com você que meu corpo se acostumou no espaço da cama que nos cabia... 
Foi pra você que eu ri ao abrir meus olhos... 
Foi o seu cheiro que acalentou meu sono. 
Porque o tempo nos desgasta? 
Porque nos afastamos a cada dia que passa? 
Houve um tempo em que você trazia café da manhã na cama para mim...
Lembra do dia em que você pegou o celular escondido e tirou fotos dos meus olhos recém despertos a um novo dia? 
Em que canto do pequeno quarto deixamos cair nosso carinho? 
 Tiro os lençóis, afasto a cama, (re)arrumo o guarda-roupa, me abaixo e procuro por todos os cantos os nossos sorrisos. 
Como fomos tolos aos nos deixar perder assim e veja bem, o que nos resta agora? 
Eu aqui, toda chorosa querendo saber de ti e tu aí, não sei por onde, talvez nem ao menos pensando em mim. 
Nos machucamos com nossas tentativas... 
Nos magoamos, resolvemos tentar novamente, mas ambos, tanto eu quanto você carregamos ao nosso lado tudo aquilo que nos fez sofrer. 
Novamente descubro que o que destrói qualquer relação são as maléficas expectativas... 
Elas se esgueiram, chegam devagar, se plantam no sofá e quando nem percebemos já esperamos uma vida inteira do jeito que nem sabíamos que tínhamos sonhado. 
Amar é um jogo de azar no qual pomos nosso coração na mesa e arriscamos nossa alma sem nenhuma garantia de sucesso. 
Ahhh! Por favor, não me venha agora com esse papo de que quem ama de verdade ama sem pedir nada em troca. Somos humanos famigerados que mendigam diariamente pelo carinho e amor de qualquer coisa com a qual possamos nos iludir. 
Depositei confiança, esmero, ternura, atenção, dedicação e esperança. 
Depositei dias, agonias, alegrias e todos os meus melhores beijos. 
Mas começo a achar que apostei mais do que devia, que esperei mais do que podia ganhar e assim, vou, mais uma vez refazendo meus curativos.
Onde nos perdemos?
Por qual canto deixamos cair nosso amor?
Talvez se você me ajudasse a procurar tudo seria mais fácil.
Um pena.

28 de fevereiro de 2013

Desisto

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As flores amarelas das acácias começam a se perder pelo chão...
O que fazer quando o que você ama te rouba de si mesmo? 
Como olhar nos olhos que admiram outros olhos e crer que nossos olhares são sinceros? 
Qual o problema dessa droga de amor que sempre insiste em estragar o melhor de nosso sorriso? 
Jogo o meu lenço ao chão. 
Desisto. 
Não sou preparada o suficiente para isso, o choro já não me sufoca mais, minhas lágrimas decidiram afogar-me, talvez elas estejam pensando que assim eu pare de sofrer. 
Paredes vermelhas, fotos e discos de vinil me enterram em um ambiente no qual eu esteja pensando estar mais protegida do mundo de sensações que por vezes me magoam. 
Repara... 
Dá pra perceber que não peço nada demais? 
Queria uma praça, grama verde, sol e alguns momentos de descanso. 
Momentos, talvez, nossos... 
Mas espera menina... 
esperaesperaesperaesperaespera... 
e a menina se perde na espera... 
O meu coração cansa de se preparar pra ter, aguardar, esperar e no fim não ser o que tanto se esperou. 
Desisto. 
Não estou preparada para me lançar ao mundo de mãos abertas. 
Meus braços eu arregaço e abraço a todos que a eles merecerem. 
Mas as mãos não, se as abrir totalmente o meu eu se foge e acabo por mim perder em qualquer rua suja dessa cidade de coincidências. 
Desisto.
Não estou preparada para me calar enquanto vejo tuas costas desatenciosas as minhas mais singelas necessidades. 
Desisto.
Não estou preparada para aceitar ficar no sofá uma tarde, ficar uma semana numa eternidade e por fim, sorrir, mentindo que está tudo bem. 
Desisto.
Não estou preparada para a solidão de noites vazias enquanto teus ouvidos se distraem em meio a risos, cervejas e madrugadas que te engolem sem você ao menos perceber. 
Na verdade não tenho a capacidade de entender como ser incômoda quando várias são as pessoas que brindam a minha presença. 
Desisto.
Não estou preparada para viver entre quatro paredes uma vida que não me pertence. 
Entenda, preciso de quadros expressionistas marcados com movimentos vermelhos de emoção.
Desisto.
Não estou preparada para mais um capítulo dessa novela. 
As intrigas se espalham compulsivamente e os roteiristas esqueceram que tantas brigas não fazem uma boa história. 
Desisto.
Mergulhei em tua cama e parece que assim esqueci como se viver em poesia.

(...)

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Queria dizer palavras simples, ter gestos sutis e no entanto possuo a rispidez apenas daquele que sabe da existência de algo além do que é dito. Ofereço as mesmas flores de outrora. Já é muito tarde. 

Diariamente trago tua voz dentro de meu girassol. Talvez nos encontremos, talvez não. Procuro teu cheiro que não conheço por todos os lados. Penso: deve ser alfazema, alecrim, sempre desconhecida. Há em ti a possibilidade ilusória de remendar meu coração já tão cansado e por isso tento te achar por esses espaços gigantescos, por essas conexões intermináveis, quem sabe, no mesmo lugar onde nascem as canções. Caio, resvalo, emudeço. 

Temos raízes velhas, sepultadas nos pilares de nossos dias. 
Temos fome, temos prisões.
Temos receio e dor por trás da vida.
Temos entrega e viemos aqui nos entregar.
Cada carícia findará tristemente e nossas caras irão descansar sobre um espelho cansado.

Ainda tenho um resto de carne para ser esculpida caso meu pequeno manual de gestos se esgote. Meu coração recusa qualquer consciência.

Tu bem sabes.


Tiago Fabris Redenlli - Os Girassóis de Ontem

6 de fevereiro de 2013

O que fode o amor?

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Andei pensando... O que fode o amor é a rotina.
Não apenas a rotina, mas a possessão também.
Sem contar as desconfianças do dia a dia e as mentiras e crises de ciúme e as pisadas de bola e as desculpas e todos os sapos engolidos apenas pelo fato de amar. 
 Ah! Mas o que mais fode o amor são as expectativas (principalmente as expectativas!) ...
A gente espera que o outro seja algo mais do que é e acabamos nos iludindo (caso ele saiba mentir) ou nos decepcionando (caso ele não esteja nem aí).
Se apaixonar é tão melhor...
É menos estressante, tem aquele lance do frio na barriga, das novidades e das conquistas. 
Tem coisa melhor que alguém tentando te seduzir? 
Ligações inesperadas, mensagem de "BomDiaMeuSorrisoMaisLindo", músicas no mural do facebook só pra dizer que lembrou de você... Tem coisa mais tentadora do que aquele teatro que é encenado logo no começo de tudo onde ele tenta ser pra você aquilo que você sempre quis?
Eita! Que exagero... É, eu sei...
Mas pela primeira vez sinto vontade de ter frio na barriga, só que não encontro onde o perdi.
Esse amor de rotina - casa, roupa, pia, programação, raivas, brigas, individualidades, bagunça (tanta bagunça!) - sufoca tanto que não nos deixa mais suspirar pelas coisas boas.
Tão bons eram aqueles dias em que os encontros faziam desaparecer o mundo.
Tão boas aquelas vezes em que as palavras eram doces e entravam pelo corpo com o acalanto do mel te fazendo sorrir.
Tão bom o começo.
As descobertas...
Acho que o que também fode o amor é o ato de descobrir. 
Se abrir por completo ao outro e permitir que a convivência transforme a nudez da alma em algo irrelevante, isso acaba por entristecer ainda mais nossos corações.
Querido amigo, você, tanto quanto eu, bem sabe que a nudez da alma é bem mais vergonhosa que a do corpo. Nos faltam mãos para nos esconder de tantos olhos.
Sinto saudades de carinhos de desapego. 
Sinto saudades de liberdades verdadeiras.
Sinto saudades dos prazeres da paixão.

14 de janeiro de 2013

E nosso amor era uma mentira...

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Você sentado na cama com os olhos levemente marejados.
Eu sentada no chão, perto da porta, pensando como falar tudo aquilo que me sufocava de forma compreensível aos seus ouvidos.

- Você lembra do show de Paul Macartney? Lembra do que te disse naquele dia? "Um dia nosso relacionamento pode acabar, um dia podemos nos distanciar, podemos até chegar a nos odiar, mas lembraremos durante toda a nossa vida que vivemos esse momento inesquecível juntos." 

Paul cantava "All you need is love" e ouvíamos juntos, chorando e se beijando... fazendo daquela música parte de nossa história.  Voltamos para casa a pé. Lembra? Naquele fim de semana só tínhamos 10 reais no bolso, o gás do fogão tinha acabado e na geladeira nos restou pão e requeijão. Não tínhamos nada para comer e nem para onde fugir. Ficamos o fim de semana inteiro juntos, felizes. Nada daquilo me incomodou. Nada daquilo afetou nosso relacionamento. Toda a necessidade e o cansaço era, para mim, apenas uma fase, só uma pedra em nosso caminho que facilmente seria ultrapassada. Eu era feliz porque sabia que as coisas iriam melhorar, sabia que eu e você seríamos cada vez mais nós. 

Mas por onde nos perdemos amor? Em que momento os nossos caminhos se distanciaram e o que eu quis passou a ser o oposto do que você queria? Onde foram parar os nossos sorrisos? Os nossos carinhos e toda a nossa vontade estar junto?
Onde foi parar o respeito? Qual foi a última vez que teus olhos me viram com admiração? Quando foi o último instante em que eu fui motivo da sua falta de ar?

A única resposta sua foi que não somos mais o que éramos por minha causa. 
Eu que larguei minha família por você.
Eu que te levantei, limpei teus joelhos e segurei em teu braço te ajudando a caminhar.
Eu que abri mão de meus gostos para criar gostos nossos.
Eu que tanto te amei e tanto fiz para que isso tudo desse certo.

Não meu benzinho, a culpa não é minha.
Não fui eu que roubei teus dias com promessas de uma vida de companheirismo e sinceridade.
Não fui eu que roubei teus dias de sol por dias de enclausuramento.
Não fui que te feri com descaso,
Nem fui eu que te troquei por copos de cerveja em madrugadas de bares imundos.
Também não fui eu que ri de você enquanto você chorava sofrendo de tanto amor.

Não, meu bem, nunca eu ri de você. 
Nunca gozei da sua cara com minhas amigas.
Nunca achei que o que você sentia era apenas 'drama'
Nunca te tratei com desdém ou indiferença.

Sempre fui honesta, 
Sempre fui sincera e íntegra,
Sempre estive ao seu lado por inteiro.
Sempre estive com você porque no dia em que nos conhecemos você me disse que eu era a mulher da sua vida e eu, tola, achei que deveria ser. 

Eu te amei.
Eu dediquei 532 dias da minha vida a você.
Eu chorei por você.
Eu sofri por você.
Eu lutei por você.

E o que você fez por mim, meu querido bosque?
No meu momento de maior dor, você riu.
No momento em que eu implorei o teu amor, você me traiu.

Novamente te pergunto, onde foi parar aquele amor que carregávamos em nós dias atrás?
Talvez ele tenha se perdido pela vala imunda do seu egoísmo.
Talvez ele tenha se manchado com o asco do seu individualismo.
E o que eu quero agora?
Apenas me limpar. Tomar um banho e afastar de mim a imundície da sua falta de caráter.
Apagar de minha lembrança o teu riso mais bonito; 
O mesmo riso que no início me fez rir, agora, no fim, me faz chorar.

Fique bem. Mais uma vez sozinho. Olhe para a parede laranja na sala e lembre-se de tudo o que fiz por você. Veja a pia imunda, as roupas apodrecendo e meu cheiro indo embora e tudo o que lutamos para construir se desmoronando em solidão.

... e como eu não pude me despedir, te deixo agora o meu adeus. 






31 de outubro de 2012

Onde me perdi?

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- Vem, estamos todas com saudades de você. Eu to com saudades de você, mainha também tá com saudades de você, tá todo mundo aqui com saudades de você.

- Eu também estou com saudades de mi... é... de vocês... Eu vou ver como faço para ir Engraçado, eu ia dizer que também estou com saudade de mim. O que não deixa de ser verdade.


*****

Não sei por onde fui deixando cair os melhores pedaços de mim.
As pessoas ao meu redor sentem faltam, outras me preferem com esse jeito passivo que acabei adquirindo, outras reclamam o emudecimento de minhas atitudes.

"Você era mais feliz quando fazia dança"

"Quem? Você? Submissa em uma condição feminina na qual você era quem mais lutava contra..."

"Onde foi parar aquela mulher pela qual me apaixonei perdidamente e que me disse: Desculpa, mas sou livre?"

"Porque você acabou desse modo a sua relação com a sua família?"

"Engordou um pouquinho num foi amiga?!"

"O cabelo curto tava tão bonito, tá deixando crescer de novo e ainda mais deixando ele preto?"



Me perdi não sei por onde... Mas será que eu estava "achada" em alguma coisa?
Será que eu já era algo antes de ser isso que estou me re-trasnformando?

*****

Eu sinto saudades de mim.
Por mais que não pareça, eu sinto sim.

29 de outubro de 2012

Do nosso jeito

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Será que eu sei que você é tudo aquilo que me faltava?
Ao rever nossas vidas antes de nós o que nos fazia sorrir?
Aquilo que um dia fomos caminhou durante anos para a mesma coincidência 
e acabamos por entrelaçar nossos olhos desviando de tudo aquilo que nos afastava de um mundo só nosso.
Enveredamos por escolhas nossas e o que nossas escolhas fez de nós?
O que somos um para o outro afinal?
Seremos apenas a tentativa de um carinho no rosto ou de um beijo na mão?
Pois creio que não...
Talvez sejamos mais que carne,
Talvez sejamos mais que sonhos e ilusão...
Sou para você os ouvidos que te acalentam o sono.
És para mim o riso inapropriado das horas inadequadas.
Sou para você cuidado e reclamações.
És para mim paciência e silêncio.
A casa se tece ao nosso redor e guarda nossos cheiros pelas paredes amareladas.
Juntos nos misturamos e acabamos por aprender que aos poucos nos completamos em nossas subjetividades e ao nosso redor plantamos as flores que irão enfeitar e sujar o nosso jardim.
A briga sempre é pra saber quem vai limpar tudo ao final...

"Bem... se não for amor eu cegue..."



"Amor É Pra Quem Ama"

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Sempre há aquele momento em que o tudo passa pelos seus olhos e te pergunta se ele anda valendo a pena.
Hoje eu lhe respondi que sim.
Se ad-miro minha vida, meus dias e meus afetos, vejo que carrego em minhas mãos apenas coisas boas e diante disso percebi que tenho tudo o que preciso para ser feliz e assim me deixo nas mãos do destino.
Não tenho um milhão de amigos, mas os que tenho são inexoravelmente necessários para que eu possa co-existir.
A família segue com saúde, em paz e com Deus olhando por cada uma das matriarcas.
Aos trancos e barrancos a tese caminha em passos de formiga, mas com vontade.
E o coração anda a sorrir, se adaptando à estabilidade da casa e do corpo.
Coisa boa segurar na mão alheia, poder dizer "te amo" e ouvir de volta a mesma frase com a mesma carga de carinho.
Amo a todos esses que estão ao meu redor, por tudo o que eles são para mim e por tudo o que eu sou ao lado deles.

Se eu quero viver o hoje por toda a eternidade?
Sim... quero.


"qualquer amor já é um pouquinho de saúde 
um descanso na loucura"
Guimarães Rosa

12 de setembro de 2012

Porque Hoje Eu Preciso Dizer Que Te Amo!

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Hoje eu acordei com uma vontade insana de te ver.
Queria ter despertado a teu lado, me aconchegado em teu corpo e assim achar nosso cheiro misturado nos lençóis.
Hoje eu queria nossos sorrisos estampados em fotografias.
Queria nossos beijos mais vorazes.
Queria seus olhos fechados e meu riso frouxo.
Hoje mais do que nunca senti vontade de dizer que eu te amo.
Mas sempre houve aquela regra que dizia para por esparadrapos em minha boca e evitar expor meu carinho através dessa frase tão piegas e démodé.
Mas eu quero ter um amor piegas.
Quero um amor romântico daquele à luz de velas e rosas de perdão.
Mas, mais que tudo quero um amor sincero,
onde apenas ao olharmos um para outro saibamos se há sorrisos ou lágrimas em nossas almas.

Acordei e coloquei Renato para cantar:
" e hoje em dia como é que se diz eu te amo?"

Te pergunto então meu bem: Como posso te dizer que te amo?
Como fazer você acreditar que os suspiros de meu peito seguem tua essência e que pelas ruas não há nada que se  iguale ao cheiro do seu cabelo. Me diz como?
Haverá um tempo que talvez sejamos apenas lembrança um para o outro,
Um tempo em que nossas peles não se toquem e que os sorrisos fiquem guardados em álbuns antigos dentro do guarda-roupa.
Mas enquanto esse tempo não chega, sejamos nós no tempo que nos é presenteado.
Sejamos nós enquanto nossos corpos se encaixam em uma sinastria que diz ser incompatível que um escorpiano entenda as indecisões e necessidade do coração de uma libriana.
Sejamos nós enquanto nossos risos se espalham pela casa fazendo inveja aos vizinhos.
Sejamos nós ao estender nossas roupas, brigar pelos pratos e fazer o jantar.
Que eu seja para você cúmplice e ouvinte.
Que você seja para mim confiança e amparo.
Que eu seja pra você massagem e mordidas.
Que você seja para mim massagem e cócegas.

Sejamos um para  outro o que sentimos.
Sinto que te amo e quero que você continue a ser o meu bem.
Sinto que me queres e quero que continue a plantar em seu bosque toda a ternura de outrora e que não foi perdida pelas valas da incompreensão.

Não sei como se diz Eu Te Amo sem ser brega ou forçada.
Sei apenas que hoje o único verbo que expressa o que sinto é "amor"
e apenas por isso "Eu Te Amo!" e digo antes que amanhã chegue e a oportunidade de te amar tenha ido com a brisa do outono.

Beijos nos olhos,
na alma e
na carne,
sempre. 

11 de setembro de 2012

Uma carta perdida

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Oi querido,
Vim te dizer que estou com saudades e que queria, nesse momento ser a carta que seguras em tuas mãos.
Lançar-me-ia em teus braços e com desejo, louco e urgente, tiraria tua roupa, beijaria tua boca e em teus lábios realizaria os meus desejos mais profanos.
Pensei que talvez a vida pudesse ser novamente boa para nós e arranjar um encontro ao acaso, numa esquina qualquer, ali, de repente, na surpresa de ver teus olhos eu pudesse me re-encantar em te ter em minha frente.
Lembra de nossas tardes em frente ao mar?
Sorvete de doce de leite e flocos.
Carinho despretensioso no rosto, 
e gosto de ternura na boca.
Bem, só queria dizer que sinto saudades, apenas.
Também me sinta, de vez em quando, passear por tua lembrança.
Pois, sempre que fecho os olhos pra esquecer do mundo tento levar minha alma para caminhar em tuas tardes.

Beijos que um dia foram nossos
e que sempre continuarão a ser.




Soneto XI

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Tenho fome de tua boca, de tua voz, de teu pelo,
e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado, 
não me sustenta o pão, a aurora me desequilibra, 
busco o som líquido de teus pés no dia.

Estou faminto de teu riso resvalado,
de tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas, 
quero comer tua pele como uma intacta amêndoa.

Quero comer o raio queimado de tua beleza,
o nariz soberano do arrogante rosto, 
quero comer a sombra fugaz de tuas pestanas

e faminto venho e vou olfateando o crepúsculo 
buscando-te, buscando teu coração ardente 
como um puma na solidão de Quitratúe.


Pablo Neruda

# E faminto fico esperando-te com a lembrança de teus beijos em minha boca.

Em algum canto por aí

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Podia ser mais fácil sabe?
Antigamente as coisas eram mais doces,
No início de tudo há um certo encantamento que embriaga.

Há tanta dificuldade de conviver, em continuar por meses com o mesmo encantamento do primeiro dia.

A convivência nos rouba a surpresa de descobrir novos detalhes e aquilo que era desconhecido se torna algo tão comum, que vai ficando mais difícil ainda de encontrar o encantamento já visto.
Por qual rua estamos nos perdendo?
Por quais esquinas esquecemos de nos beijar?
Não vejo mais em seus olhos a admiração de dias atrás...
Não vejo mais em suas mãos o cuidado da sobriedade...
Em algum canto por aí há de haver algo nosso que ainda nos pertence.
Não basta amor...
O amor sozinho não satisfaz a paz.


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Overdose de Nando Reis para dias de desespero sempre é algo que alivia a alma...

30 de agosto de 2012

Necessidade de (Re)Ternura

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De repente me ponho a pensar sobre as mudanças das coisas.
Antigamente você me ligava (pontualmente) entre 13h e 13h30 com uma ternura na voz que dava à minha infernal tarde de trabalho a doçura de pensar em ti. 
Hoje há dias em que espero até a 01h, porque você disse que ligaria "daqui a pouco". 
Ligo, já meio irritada pelo fato de ser esquecida e vejo que a pontualidade se perdeu em meio a qualquer programa que passe em qualquer canal.
Isso me faz pensar que talvez, tenhamos, de certo modo, perdido nosso ar de ternura telefônica.
Ou melhor, isso me faz pensar que acabamos gastando toda nossa ternura quando queremos conquistar aquele a quem se quer amar. 
Você já foi mais doce...
Eu já fui mais meiga...
Mas será que gastamos nosso estoque de bondade e ternura quando não éramos nada além de possibilidades efêmeras?
Hoje, que somos possibilidades concretas, acabamos por nos perder em meio a carinhos programados... É como se a rotina tivesse nos amarrado as pernas e aqueles dias em que bati de surpresa na tua porta se institucionalizaram em sexta/sábado/domingo.
Eu lembro, que em algum momento, tínhamos fins de semana só nossos, sem problemas ou imprevistos. Eu sei que algum dia a gente deve ter vivido pra gente, não pode ser ilusão minha. 
Há um déjà vu em mim de que isso que eu quero eu já tive. 
Talvez eu tenha errado em algumas concessões que fiz, 
Talvez você também tenha errado em suas ocupações.
Mas será que não tem como voltar (nem que seja de vez em quando) a sermos o que éramos quando nada éramos um para o outro?
Definitivamente nós, seres humanos, somos uns insatisfeitos.

8 de agosto de 2012

"Traga a vasilha para enchermos de Liberdade!"

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"Nada mais triste que um amor sem amor."


Esse menino tava com a febre do rato mesmo ao fazer esse filme.
Recife apareceu na tela em preto e branco com uma poesia carregada de sujeira e amor.
Uma cidade e suas palafitas, seus personagens tão característicos e um poeta.
Assistir Febre do Rato no Cinema São Luiz foi lindo, fazia anos que eu não pisava lá dentro e já nem sabia mais como era o seu ar de antigamente.
Entre risos e lembranças o filme foi se tecendo em meu sorriso e referências foram surgindo. Me lembrei de pessoas, cantos e livros e toda aquela película se envolveu de significados perturbadores.
Que cenas lindas! A tela de repente se tornava um porta retrato e os olhos se encantavam com as sombras e luzes que envolviam cada personagem.
O sexo foi divinamente horizontalizado e nos fez mudar a perspectiva de nossos olhares.

"Porque você não me quer?
Se for por falta, eu me procuro.
Se for por excesso eu me mutilo."

Não tenho muito o que disser, foi tudo muito sentido e o visual foi absurdamente marcado, como quando Zizo escreve em sua pele todos os anseios por sua amada Eneida.

Ps. Confesso não ter curtido o fim, pra mim o filme poderia ter terminado 10minutos antes, mas o que são 10minutos finais diante de uma lindeza tão exaltada?! Assistam...