11 de setembro de 2012

Uma carta perdida

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Oi querido,
Vim te dizer que estou com saudades e que queria, nesse momento ser a carta que seguras em tuas mãos.
Lançar-me-ia em teus braços e com desejo, louco e urgente, tiraria tua roupa, beijaria tua boca e em teus lábios realizaria os meus desejos mais profanos.
Pensei que talvez a vida pudesse ser novamente boa para nós e arranjar um encontro ao acaso, numa esquina qualquer, ali, de repente, na surpresa de ver teus olhos eu pudesse me re-encantar em te ter em minha frente.
Lembra de nossas tardes em frente ao mar?
Sorvete de doce de leite e flocos.
Carinho despretensioso no rosto, 
e gosto de ternura na boca.
Bem, só queria dizer que sinto saudades, apenas.
Também me sinta, de vez em quando, passear por tua lembrança.
Pois, sempre que fecho os olhos pra esquecer do mundo tento levar minha alma para caminhar em tuas tardes.

Beijos que um dia foram nossos
e que sempre continuarão a ser.




22 de fevereiro de 2012

Mais Um Carnaval

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Carnaval passou e a Colombina por ele passeou.
Carnaval acabou e a Colombina por ele chorou.
O que seria de nossas almas sem a permissão de usar descaradamente todas as nossas máscaras mais empoeiradas?
Carnaval sempre chega para acalentar a tristeza e deixá-la guardada na gaveta da cômoda do quarto.
Carnaval de carne e frevo, cores e chuva que desmancha fantasia.
O que seria de nossa clandestina alegria sem a possibilidade de subir e descer as ladeiras de Olinda?
Você tem noção o quão lindo é ver o fogos se explodirem por entre os casarios antigos do Recife?
As ruas cheias, as luzes amareladas dos postes, as marchinhas sendo tocadas e as pessoas rindo, cantando, brincando, como se nada fosse mais do que aquele fugaz momento esperado um ano inteiro.
E de cada carnaval que passa, se guarda a lembrança de específicas companhias, de doces sorrisos e lindas danças.



Mas é Carnaval!
Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar,
Deixa o barco correr.

Deixa o dia raiar, que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!

26 de outubro de 2011

2ª Lição

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Como fazer para que os cheiros de nossos detalhes se entranhem em nossas almas?
Se esconder na noite, se emaranhar em cabelos, mãos, dedos e desejos...
Sentir em teus braços o pecado da língua na pele...
Sentir em minha boca o pecado dos olhos e dos sussurros...
O pecado, Meu Bem, de me lançar em tua cama e lá sentir as delícias de tua carne.
Carne feita de gozos e risos
(...)


Beijo nos olhos… 
Na alma…
Na carne...

10 de outubro de 2011

1ª Lição

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De todos esses olhos que passeiam nas possibilidades,
Teus olhos, como um carinho de amêndoas, passearam pelos meus.
Calma coração, os beijos que recebeste ainda foram tão singelos,
Há, nesse sorriso meigo, demônios que pulsam por vorazes desejos.
Beijos que precisam de continuação
(...)

15 de agosto de 2011

Profanações

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Ainda passeiam pelo mundo terreno Deuses fingindo-se de humanos?
Apolo passou ali, 
chamou os olhos de todas as ninfas, 
despertou o desejo de todos os elfos e 
deliciou as humanas criaturas com o perfume pagão de sua beleza.
Sua língua passeava, sem timidez, pelo pescoço suado.
O sal dos corpos pediam álcool, mais álcool sempre, para que toda libido ali existisse.
As bocas se comiam em meio a multidões de olhos que queriam aqueles lábios.
Se as mãos que pertenciam a ele um dia quiseram roçar a superfície do frágil corpo dela, aquele era o momento.
Inapropriado momento em que mãos, desinibidas, pressionavam cinturas, nádegas, coxas e todo o espírito de tentação que residia nesses corpos sedentos por sexo.
Sexo... Pura vontade de matar aquele tesão que deixa a boca seca.
A língua passava pelos lábios, pelas pernas, pelo peito e umedecia, com choque térmico, todo aquele calor.
Era um corpo de Deus, torneado nos mais preciosos detalhes que um homem mortal pode ousar ter.
As mãos dela, mãos danadamente curiosas, não resistiam em tocar ele, marcar as costas com unhas roxas, sentir os músculos, os pelos, o cheiro e fechar os olhos para ter como sensação cada pedaço daquela luxúria.   
Era um efusão de sensações, um querer antigo que assim, ao acaso, acabou num quarto de gozos.
Meu Deus, como tens a audácia de fazer para o mundo algo tão belo?
Como podemos nós mulheres resistir a toda soberania que pulsa desse corpo? 
Esse único soldado, de mãos tão sedutoras, olhos tão cafajestes e pernas, coxas, bunda e barriga tão perfeita merece, com toda a glória de merecimento, um exército de prazeres.
Qual mulher não se subjuga diante de Apolo? 
Santas e putas oferecem a cara para que seja batida, os cabelos para que sejam puxados e o corpo para que seja profanado por todas as horas de um delírio.
Que corpo resiste ao arrepio de sua barba, aos tremores de sua língua, aos sussurros e gritos do seu prazer?
Pois então, que sejam minhas as suas profanações...
Leia-me toda, invada meus pensamentos,
surja pela noite por debaixo de meus lençóis.
Passeie pelo meu mundo com seu jeito despretensioso.
Me olhe querendo me paquerar.
Dance e roube minhas vergonhas.
Seja o Apolo desse corpo sem deus,
Seja o sorriso canalha de todos os arrepios.

Para as solteiras(os) que por aqui passar, desejo que hoje, 
no "Dia do Solteiro" vocês tenham o imenso prazer de esbarrar com Apolo. 
#FicaDica!