8 de julho de 2010

Meu Versal

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Por onde andam minhas palavras?
Quais pés passaram por aqui?
Senti saudades...
Sua imagem veio junto àquela tarde em que brincávamos de nos amar no sofá.
Entrei, sem querer, em uma máquina sem tempo e por 4 segundos fiquei presa em teus braços.
Não via nada, a não ser teus olhos. Estes me viam, reviam e me olhavam.
Teus olhos transparentemente gelados, olhos parados, calados, iletrados.
Tratei de te esquecer.
Bastam 4 segundos.
Ando a achar que isso é muito para ti, mas o dia também anda a ser cruel e cheio de livre arbítrio.
Às 16 h teu cheiro invadiu minhas lembranças e não consegui pensar em ti por tão pouco tempo. 4 segundos não me bastaram, como sempre precisei mais de um pouco de você.
Fiquei a sentir-te em meu nariz até o vento, inconstante transeunte de minha pele, passar e te levar com brisa.
Concluo que sinto saudades.
E concluo também que de saudades suas vou viver.
Não adianta tentar esquecer, isso piora, prefiro aquietar-te em mim.
Deixar-te aqui entre as minhas coxas, beijando meus lábios e suspirando a cada pedaço do corpo meu quiseres beijar.
Minhas palavras, as mais poéticas, as mais tolas e as mais sinceras, andam por você e não tenho como as apagar. Usei tua pena emprestada e mal sabia eu que tua tinta não apagava e ao escrever em ti, manchei minhas mãos, jovens mãos desacostumadas com tais maneiras de amar.
Sinto saudades ponto basta!
Ainda te amo, mas já não preciso mais de você. 

28 de junho de 2010

Meu Abraço

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Vou beber uma garrafa de vinho...
Vinho branco suave...
Vinho branco barato...
Talvez assim eu aqueça meu coração,
dê-lhe um abraço...
Ontem cheguei a conclusão que tive que aprender a me abraçar,
não há braços que me suportem...
não há braços que me provem o quão válido é amar...
Quero, em braços, os meus braços,
sentir-me enlaçada, não apenas abraçada, mas também acariciada por mãos e por carinhos.
Não quero mais os teus braços,
nem os dele, também não quero.
Quero braços simples e sinceros,
quero apenas um abraço meu.

23 de junho de 2010

Queres dançar?

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Seja bem vindo querido.
Não se sinta acanhado.
Aqui não há nada além de palavras, gestos e insinuações.
Mas daqui podem surgir passeios de mãos por corpos desconhecidos.
Basta querer brincar comigo.
Deixa eu ser teu Mephistópheles...
Entrega-me teu corpo que te darei o desejo mais profano, 
fecharei teus olhos e tua boca sentirá o beijo mais santo.
Por quais templos deverei andar para te encontrar ao acaso?
Quais serão os lençóis que embalarão a dança de nossas sombras?



22 de junho de 2010

Invitation

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- Como é Londres?
- A sua cara.
- A Minha cara? Defina-me Londres para ver se acho minha cara.
- Não defino Londres em você, mas imagino você em Londres. Roupas estranhas, festas libertinas, frio e nós, nos amando nessa cidade do jeito  que não sabemos amar. Nossa vida aqui seria num quarto, à quatro paredes e os dias se embalariam pelas vozes inglesas que falam o que não se entende. Sozinhos poderíamos aprender inglês e teu corpo seria para mim a folha na qual rabiscaria as palavras desse novo idioma.
- Assim acabo indo até você.
- Não acabe. Venha. Pois se vir iremos começar a nos sentir. Há casal mais casual que nós dois?
- Talvez nossa casualidade se acabasse nessa cidade. Me fascina falar com fumaça na boca, mas não sei se me acostumaria a não ver tuas palavras, a ter constantemente teu calor e a sentir frio nas gramas de tardes molhadas. Acho melhor esperar-te aqui.
- Então fica o convite. Assim que precisar de mim, venha a Londres.