16 de novembro de 2010

Não Foi Por Querer...

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Quebram-se vasos de porcelana...
Vasos raros, adornados pela beleza clássica e convencional.
Quebram-se vasos de amizades e já não há o que resgatar.
Não adianta varrer, juntar e apanhar com a pá...
Os pedaços espalharam-se com o vento,
Mas porque tanto estrago por uma baque tão banal?
Será que o egocentrismo foi tão grande assim?
O nós só era de dois, não podia ter mais ninguém?
A confiança ficou onde senão perdida na levianidade de olhares e esperas...
Não foram esperas intermináveis, o nunca nunca existiu em nosso dicionário e
o sempre sempre estava lá, sentado ao nosso lado, mantendo aquele ar de impossível
que tempera nossos dias.
Quebram-se os vasos de porcelana...
Talvez eu os tenha quebrado,
Talvez eu nem tenha percebido o dia da queda,
Talvez eu nem tenha noção da dor em teus joelhos...
Apesar de todos os "talvezes" quero continuar a fiar laços em tuas mãos
mesmo que as minhas estejam cansadas após terem terminado de construir um novo
Vaso de porcelana para tua estante.

15 de novembro de 2010

"Poeminha Amoroso"

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Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...

E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.

Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

Cora Coralina

13 de novembro de 2010

Mormaço

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Está lá ao deus dará
Na costa da Paraíba
Na barcaça em Propriá
Na ferrugem nessa trilha

Não circula nem o ar
No mormaço da miséria
Quem luta pra respirar
Sabe que essa briga é séria

Dá um laço e lança o sal
Passa ao largo em João Pessoa
Tece a vida por um fio
Desce ao rio e fica à toa

Dentro ou distante do mar
Num país tão continente
Tanta história pra contar
Nas quais se conta o que se sente

De onde foge, pra onde vai
Nesta vertigem de cores
O que falta e o que é demais
Quais seus mais ricos sabores
Dá um laço e lança o sal
Passa ao largo em João Pessoa
Tece a vida por um fio
Desce ao rio e fica à toa

Por ti tento acender
Outra luz em nossa casa
Lembro que sempre sonhei
Viver de amor e palavra

Paralamas do Sucesso

12 de novembro de 2010

Uma Tarde um Tanto Histórica

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Quando é que você imagina que ao sair da aula de TCC, depois de ter apresentado um trabalho supostamente de "alto nível" mas bem criticado pelo professor desocupado, ser convidado para tomar uma com aquele professor que você tanto admira?!
É! Ele de fato é de verdade... Bebe com e como a gente (foram cervejas e mais cervejas), conversa besteiras e filosofias (que faz parte dele) e fala coisas que não devia falar (medo disso).
Foi surreal!!! Foi surreal de verdade... estávamos nós lá, sentadas ao lado daquela figura espetacular e admirável... Tá, egocêntrico também, mas ele pode, afinal não é qualquer um que é professor convidado da Universidade de Paris e que bota pra fuder em um dos escritores mais famosos da área da literatura (Jorge Larrosa)... Lalalalalá... Tá, isso aqui é só para registrar o dia... não tínhamos máquinas fotográficas para fotografar o momento, mas guardei o rótulo da cerveja (super gelada) na minha agenda e deixo na memória a realização (pois foi algo inacreditável à nossa vã existência) de ter passado a tarde desfrutando da ilustre companhia do Professor Doutor Flávio Brayner.
#Nem acredito!Um perigo isso... Aijisuis....


# Quem quiser conhecer um pouco sobre essa ilustríssima figura recomendo esse livro - Educação e Republicanismo: experimentos arendtianos para uma educação melhor.