12 de abril de 2011

Momentos de crise...

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Toda essa indecisão é fruto de uma busca por si mesmo que resultará quem sabe num encontro mais profundo de mim comigo.
As semanas andam carregadas de tragédias, 
Lembranças sem aquele cheiro de ausências,
Livros, músicas e diversões alienantes.
Literalmente tentativas de divergir de tudo isso.
"O que te falta é um motivo."
O que me falta é um sentido.
Olhar pra qualquer coisa e encontrar nem que seja uma réstia com alguma importância significativa.
É  como se minha felicidade tivesse ficado do lado de fora da janela do carro.
Passei no aeroporto, chequei uns emails e quando vi, meus sorrisos já não estavam mais aqui.
"Calma, amanhã vai ser melhor."
Não sei disso não. Pensei assim ontem e hoje o dia foi péssimo.
Olho pro amanhã e não encontro uma perspectiva, 
Poxa! Eu não vejo a hora que esse amanhã, chato e enfadonho, passe e acabe logo.
Meus olhos estão cansados, fisicamente e espiritualmente. 
O espelho joga sem piedade verdades que não quero acreditar.
Não quero crescer! Também não quero morar na terra do nunca, mas toda essa responsabilidade tá me deixando em pânico.
Quero uma paixão!
Quero uma ilusão, paz e felicidade.
Mesmo que seja tudo de mentira, preciso um pouco de um acalento.
(...)


“Gatinho de Cheshire”, começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretando ele apenas sorriu um pouco mais. “Acho que ele gostou”, pensou Alice, e continuou. “O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
“Então não importa o caminho que você escolha”, 
disse o Gato.
“...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.
“Que tipo de gente vive lá?”

(CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas

9 de abril de 2011

JULIO CORTAZAR - RAYUELA CAP. 7

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Toco tu boca, con un dedo toco el borde de tu boca, voy dibujándola como si saliera de mi mano, como si por primera vez tu boca se entreabriera, y me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar, hago nacer cada vez la boca que deseo, la boca que mi mano elige y te dibuja en la cara, una boca elegida entre todas, con soberana libertad elegida por mí para dibujarla con mi mano por tu cara, y que por un azar que no busco comprender coincide exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.

Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y nuestros ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos, las bocas se encuentran y luchan tibiamente, mordiéndose con los labios, apoyando apenas la lengua en los dientes, jugando en sus recintos donde un aire pesado va y viene con un perfume viejo y un silencio. Entonces mis manos buscan hundirse en tu pelo, acariciar lentamente la profundidad de tu pelo mientras nos besamos como si tuviéramos la boca llena de flores o de peces, de movimientos vivos, de fragancia oscura. Y si nos mordemos el dolor es dulce, y si nos ahogamos en un breve y terrible absorber simultáneo del aliento, esa instantánea muerte es bella. Y hay una sola saliva y un solo sabor a fruta madura, y yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua.

#E ressurge em mim a necessidade insensata de reler "O Jogo da Amarelinha" de Córtazar e me perder entre palavras e lembranças... Saudades.

6 de abril de 2011

Refresco

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Sabe quando seu corpo está quente?
Não calor de febre, mas fervor de calor.
Sua roupa, suada, gruda na pele e não há vento de ventilador que acalme a necessidade de um alívio.
É  nesse momento que se encontra a calma... Embaixo do chuveiro,
Gelado,
Sentir a água cair pela pele...
Gota por gota encosta as costas...
E cada pingo que vai caindo parece a carícia de beijo.
O banho relembra o abraço dos corpos suados numa tarde qualquer.

3 de abril de 2011

#Fica Dica 8

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Eu tava um dia desse procurando alguns filmes para Clarinha e Bibi,
Me deparei com a animação "Mary e Max" e guardei pra eles assistirem depois.
Em um domingo ocioso fui assistir ao filme.
De fato não era algo apropriado para crianças.
É um filme lindo, um desenho (des)animado, dramático e depressivo.
É um desenho com alma.
Simplesmente comovente e humano.