11 de junho de 2011

The Verve

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Cause love is noise, love is pain
Love is these blues that you're feeling again

6 de junho de 2011

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam

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Houve dias em que meu coração passeou por bosques escuros,
Viveu guardado pela falta de algo no qual amar.
Mas dias com o tempo passam e o encontro que se esperava não é achado na escuridão de uma noite bela, mas na luz de estrelas que te mostram o caminho que pode ser seu. 
Gosto de céus azuis de mares calmos...
Dizem que existem anjos, mas como podemos saber?
Sempre os imaginei com asas suntuosas, rostos doces e voz pura 
E mesmo em meio a minha descrença, sempre gostei de acreditar nessa proteção.
Ando melhor comigo mesma, mas na verdade, 
Ando feliz por mim pois encontrei prazer em curar minha ferida e sei que não me curei sozinha.
Muitas foram as lágrimas, muitos os amigos e muitos os disfarces para se fingir que estava bem.
Hoje, voltei do trabalho mais tarde, desci do ônibus, a rua vazia... 
Esperava o sinal fechar e enquanto isso um rapaz, que não tinha cara de anjo, parou ao lado, também esperando para atravessar.
E me vem aquele medo: Agora vou ser assaltada, que azar... já disse a mim mesma para não ir por aquele caminho, parece até que gosto de brincar com a sorte, pode levar tudo, já to perto de casa, não preciso de dinheiro (...)
De repente o rapaz fala: Você é iluminada e Deus guarda planos bons para ti.
Sorri de graça e agradeci, ao mesmo tempo que atravessamos a rua e seguíamos caminhos opostos.
Segui com algo dentro de mim que saía pelos olhos como lágrimas, que saía pela pele arrepiada e saía pela boca numa inexplicável sensação de algo que eu nem sei se era o que parecia ser.
Olhei pra esquerda a fim de ver o vulto do rapaz e senti um sopro no coração ao constatar que não havia ninguém.  
Dizem que anjos existem... 
E já me falaram que o meu anjo anda sempre ao meu lado...
Ele tem voz pura e um rosto doce. 

"...e parecia uma menina cheia de fé em tudo aquilo que suspeitava real, embora invisível.''
#Caio Fernando Abreu

5 de junho de 2011

Da estreiteza à expansão

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Quando nos dedicamos, com o coração, à busca do autoconhecimento, é inevitável que chegue um instante em que algumas mentiras que contávamos para nós mesmos passem a não funcionar mais. Os disfarces até então utilizados para fortalecer o nosso autoengano já não nos servem. Inábeis com a paisagem aos poucos revelada, às vezes ainda tentamos nos apegar a alguma coisa que possa encobrir a nossa lucidez, embaraçados que costumamos ser com as novidades, por mais libertadoras que sejam. É em vão. Impossível devolver a linha ao novelo depois que a consciência já teceu novos caminhos. Existem portas que se desmancham após serem atravessadas, como sonhos que se dissolvem ao acordarmos. Não há como retornar ao lugar onde a nossa vida dormia antes de cruzá-las. Da estreiteza à expansão. Da semente à flor. Do casulo às asas, nos ensinam as borboletas.

2 de junho de 2011

Eu...

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Ando simplesmente com vontade de outro Eu.

O espelho me cansa com essa imagem apática, desmotivada e descabelada.
Preciso somente de mudanças...
Quero voltar a olhar para mim mesma e me reconhecer apenas pelo castanho de meus olhos.
Quero apenas
C O I S A S  N O V A S... 
Somente uma nova semente de sorriso.
Não adianta procurar por aí,
Tais coisas devo achar em algum canto aqui, 
Remexer meus poros, jogar certas lembranças ao mar, vez ou outra guardar e ir embora...
Ir-me embora...
Simbora prum bar,
Simbora dançar,
Já me enfadei de mim...
Foram muitos os momento de convivência com mim-mesmo, 
e nós duas já não não temos mais assuntos.
Todas as músicas antigas já foram ouvidas e
no meio de tanta calmaria, o que me acalma são os gritos do Foo Fighters.
Filmes depressivos e cadeira de balanço também preenchem meu tempo.
Eu, simplesmente quero mudanças em mim mesma.
(...)

#Então, na falta de COISAS NOVAS, 
resolvemos mudar.