18 de julho de 2013

Antiguidades Rodrigueanas

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Como ela consegue afastar de si o amor?
Dizer que não o quer mais quando é ele quem traz o seu sorriso?
Como aguentar a distância se o o contato é constante?

"eu não vou ser feliz com ele."

Como, se é ele quem você ama?
Se a ausência te machuca?
Se a indiferença te faz chorar não adianta um copo de cerveja, não adianta esconder o rosto, dá pra ver nos teus olhos, dá pra ver no teu sorriso choroso que os dias estão cinza, que as piadas não têm graça e que aquele grupo de amigas "solitárias" de repente tá se formando.
Porque as coisas não são como a gente quer?
Porque não dar aquela chave de perna e o trancar no quarto com aquele livro que lembra vocês?
Ou então porque não resolver amá-lo de forma anarquista e parar de buscar uma perfeição que você sabe ser inalcançável?
Porque é tão difícil um "amor recíproco feliz"?
Essa história de Amor + Dor só é bonito nos filmes, na gente só tem graça quando o passado chega e a dor é substituída por aquele beijo que só ele tem, pelo cheiro daquele perfume que só é bom de sentir na pele dele e por aquele sorriso que apenas ele tem o poder de provocar.
Cadê as lágrimas?
Estão aí?
Jogue-as fora, esconda-as, guarde-as, faça o que for melhor com elas... mas o melhor mesmo é lembrar de Ópera e daquela sobremesa, daquele coelhinho da páscoa.

Texto publicado em 19 de Maio de 2009

# Reler frases minhas que foram escritas para uma grande amiga, faz perceber que hoje, passando pelo mesmo que ela passou, vejo a possibilidade de que tudo dê certo.

11 de julho de 2013

Ao Menos

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Se ao menos você lesse o que te escrevo... 

Se ao menos você percebesse o quanto gosto de você...
Se amo menos você notasse as minhas necessidades...
Se ao menos você pusesse minha cabeça em seu colo...
Se ao menos você me acarinhasse os cabelos...
Se ao menos...
...
...
...
Assim, entre outras coisas, poderíamos, ao menos, voltar a ser feliz.
Mas tudo que peço é impossível demais.
Uma pena.

Fragmentos da minha solidão

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E quando o que você quer é apenas um carinho?

Brigas amargam nossos corações...

O vinho, quente, tomado sozinho, azeda os olhos.

Como é possível estarmos um ao lado do outro e nossos olhos se evitarem?


Meus olhos ardem... Meus olhos, pesados de tanto pesar já se esmaeceram em meio à tristeza de nossas mãos. Não é aquela tristeza de antes, mas um tristeza que carrega em si uma mágoa dolorosa.


Amor, me entenda, eu só queria que você chegasse ao meu lado com aquela doçura de outrora e pusesse em seus braços para me ninar.
Queria apenas ser acalantada por você...

Sinto saudades do que nós éramos.

O que restou de nós?
Gritos e agressões?
Descasos...

Repito - Não fui apenas eu que mudei, você já não é mais aquele que era no início.

Agora há entre nós um grande EGOCENTRISMO.

Me diga, Meu Bem, onde eu estou em sua vida?

O que eu sou para você? 

O quê?


12 de maio de 2013

Apenas mais um desabafo...

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Porque trocamos nossos “bom dia” pelo costume de acordar um ao lado do outro? 
Caras feias, desmotivadas e cansadas evitam se olhar naquele que era o momento mais gostoso de ficar junto. 
Lembra como era no começo? 
Foi com você que aprendi o que dizer no café da manhã... 
Foi com você que meu corpo se acostumou no espaço da cama que nos cabia... 
Foi pra você que eu ri ao abrir meus olhos... 
Foi o seu cheiro que acalentou meu sono. 
Porque o tempo nos desgasta? 
Porque nos afastamos a cada dia que passa? 
Houve um tempo em que você trazia café da manhã na cama para mim...
Lembra do dia em que você pegou o celular escondido e tirou fotos dos meus olhos recém despertos a um novo dia? 
Em que canto do pequeno quarto deixamos cair nosso carinho? 
 Tiro os lençóis, afasto a cama, (re)arrumo o guarda-roupa, me abaixo e procuro por todos os cantos os nossos sorrisos. 
Como fomos tolos aos nos deixar perder assim e veja bem, o que nos resta agora? 
Eu aqui, toda chorosa querendo saber de ti e tu aí, não sei por onde, talvez nem ao menos pensando em mim. 
Nos machucamos com nossas tentativas... 
Nos magoamos, resolvemos tentar novamente, mas ambos, tanto eu quanto você carregamos ao nosso lado tudo aquilo que nos fez sofrer. 
Novamente descubro que o que destrói qualquer relação são as maléficas expectativas... 
Elas se esgueiram, chegam devagar, se plantam no sofá e quando nem percebemos já esperamos uma vida inteira do jeito que nem sabíamos que tínhamos sonhado. 
Amar é um jogo de azar no qual pomos nosso coração na mesa e arriscamos nossa alma sem nenhuma garantia de sucesso. 
Ahhh! Por favor, não me venha agora com esse papo de que quem ama de verdade ama sem pedir nada em troca. Somos humanos famigerados que mendigam diariamente pelo carinho e amor de qualquer coisa com a qual possamos nos iludir. 
Depositei confiança, esmero, ternura, atenção, dedicação e esperança. 
Depositei dias, agonias, alegrias e todos os meus melhores beijos. 
Mas começo a achar que apostei mais do que devia, que esperei mais do que podia ganhar e assim, vou, mais uma vez refazendo meus curativos.
Onde nos perdemos?
Por qual canto deixamos cair nosso amor?
Talvez se você me ajudasse a procurar tudo seria mais fácil.
Um pena.