24 de abril de 2012

Ama-me

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Quero abstrair-me toda em teu corpo como num poema de Verlaine. 


"Mas chega o outono: amemos! 
Um no outro, à vontade, sejamos mais que brasa pois o inverno já vem, 
os dois de corpo e alma, sejamos mais que flama, 
sejamos mais que carne!" 

Na voluptuosidade de nosso desejo, ama-me e mata-me pela voracidade de tua boca, 
entrelaça-se em minhas pernas para que façamos uma farra escandalosa. 
Lençóis úmidos 
Corpos suados 

É isso mesmo! 
Ama-me então, melhor que a toda essa cambada de outras que desconheço.

Ama-me apenas, 
pois te amo totalmente e então repousa sobre mim 
para que se encerre em meu corpo todo o perfume do teu. 

 29 de maio de 2009

Para Maria Clara...

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Não sabes Clara, o quanto dos dias nasceram pra te iluminar a pele. 
Menina de Mãos de nuvens, que envolta em Te amos enche a casa com a doçura de sua clareza. 
Ei, docinho, você me sufoca com sua tão jovem arrogância, 
mas me encanta com seus olhos de princesa de neve. 
Teus príncipes te esperam, pois tua beleza reinará sobre eles.
Clara que nem a branca que princesa um dia foi. 
Clara que nem a luz do sorriso de menina. 
Clara que clareia nossos dias com alegria. 
Apenas a nossa Clarinha... 


" — O teu sorriso é delírio... 
És alva da cor do lírio, 
és clara da cor da neve!"

23 de abril de 2012

Não sei, queria saber se você não está a fim de amar um pouco...

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“Alô? Tem algo marcado pra hoje? Queria saber se você quer sair para beber alguma coisa.. (E ouvir umas histórias. Contar algumas também. Botar a conversa em dia. Falar sobre nós um pouco, talvez. Contar umas estrelas. Fazer uns pedidos. Quem sabe realizar alguns meus. Rir um pouco. Sentir-se leve. Esquentar um pouco os pés frios, o coração vazio. Se não quer sentar e relembrar o passado. Matar essa saudade. E essa vontade. Quem sabe sentir alguma vontade. Não sei, queria saber se você não está a fim de amar um pouco, se aceita ser amado e me amar.)”

Caio Fernando Abreu

19 de abril de 2012

É necessário aprender a arte de “abrir mão”

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"Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão” – a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial."

Rubem Alves